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segunda-feira, 2 de abril de 2007

PAIXÕES



Acordar no meio da noite e ver no relógio que ainda posso dormir mais um tempão...
Andar na chuva morrendo de rir de estar todo molhado...
Parar tudo o que estou fazendo pra passar horas e horas ao telefone...
Deixar crescer os pêlos próximos às espinhas, para arrancá-los com uma pinça e uivar de dor vendo o sangue escorrer misturado com o pus...
Me arrumar todos os dias na esperança de conhecer alguém especial e isso nunca acontecer...
Andar pelo bairro de samba-canção e sem pentear o cabelo, fingindo não me importar com o que os outros pensam...
Passar a mão no cabelo até ele ensebar e não sair mais do lugar, pra fazer penteados “modernos” na frente do espelho... Cantar mil vezes e bem alto uma mesma música, até minha mãe apelar...
Sentar em cadeira gelada, pisar descalço em poça d’água e encostar o rosto nas vidraças (sempre frias)...
Tirar cutícula com a ponta da lapiseira e arrancar os cabelos das costas, mesmo sem conseguir vê-los...
Catar cabelo branco, rolar no tapete, morder, abraçar bem forte e fazer careta...
Gangorra! Pegar impulso, chegar pertinho do céu e pular pro chão, forjando uma “falsa sensação de voar”...


Simples pra alguns... De grande valor para mim!

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