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quarta-feira, 16 de maio de 2007

"Discussão de relação"???

Hoje, em conversa franca com o caro amigo, confessei algo que há muito me atormenta, na esperança de que soasse tão sincero quanto pessimista. Não foi uma crítica, muito menos uma cobrança, talvez tenha parecido uma constatação, mas não passou de um desabafo.
Reconheço também em mim parte da responsabilidade pelo que acontece. Arrependo-me, talvez, de ter dito, ou pela forma como disse, mas mantenho a minha opinião. É possível sim que não terminemos o ano amigos, é claro. Toda e qualquer amizade está sujeita a desavenças. O que percebo, no entanto, são as gritantes diferenças de personalidades, gostos e opiniões dentro da nossa “família”. E, se digo família, não me refiro apenas à convivência, mas também, e principalmente, aos laços afetivos e à intimidade que adquirimos nesse tempo.
Talvez nos falte, até hoje, a liberdade para manifestarmos o que realmente pensamos e sentimos. Vejo predominar o medo, a reserva, os segredos e as aparências. A amizade que não alcança ainda o nobre sentido da “entrega”. Tolerar não é algo de que eu me orgulhe... E não existe amizade sem admiração.
Espero serem essas conclusões precipitadas. Aliviam-me, ao menos, a certeza da sinceridade dos meus atos e as lembranças dos (muitos) bons momentos. Os amigos às vezes vão, mas o aprendizado sempre fica. E tudo há de ser “infinito enquanto durar”...


“Não te dizer o que penso
Já é pensar em dizer”
[Los Hermanos]


É! Pode não ser sempre, como você disse! Mas gosto tanto de saber que a gente se entende...

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