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quarta-feira, 2 de maio de 2007

Douglas


Tão lindo! Pequenino e indefeso. Posso jurar que ele sorria...
Jamais o havia visto tão meigo, tão doce... um anjinho!
Ali, na minha frente! De mãozinhas postas, tão impecável que não parecia de verdade. Os cabelos penteados, o rostinho tão branquinho...
Faltava-lhe algo! Parecia tão maduro, tão confortável... aliviado, eu diria!
E o que dizer àquela mulher, desesperada, em prantos? Onde buscar palavras para preencher aquele vazio?
Desistindo dessa difícil tarefa, só me restava olhar para ele! Tão lindo! Tão feliz, sapeca, em um ambiente tão triste...
Por que romper o fio da vida em alguém tão inocente?

“O dedo de Deus o tocou e ele adormeceu”, dizia a faixa da coroa de flores.

Mas, por que, Deus? Por que tocar quem não fazia mal a ninguém?
Foi melhor assim? Talvez... Algo que jamais saberemos...
Resta-nos, apenas, a saudade e a lembrança!
De um bebê lindo! Tão lindo...

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