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domingo, 6 de maio de 2007

O MEU best-seller


Hoje, fazendo prova de Português, li uma dessas crônicas que costumo chamar de “abordagem mediana de um assunto muito bom” ou “boa idéia que poderia ter sido melhor explorada”. O texto nem era tão ruim, confesso. O autor era renomado, mas faltou alguma coisa...
Um tema tão bom, frases tão bonitas... mas "não colou não"! Pelo menos, não pra mim.
Usava o encontro de um homem com um mendigo, a repulsa que este provocara naquele e a reflexão sobre os pedintes e suas histórias para dizer, em suma, que “cada homem é um livro que ainda não foi escrito”.
Depois, em casa, lendo os textos que uma amiga publica em seu flog, li algo parecido. Ela dizia que gostaria de ter escrito, em sua própria história, alguns fatos a lápis, para poder apagar, mas que a caneta continua em suas mãos, e, mesmo não podendo apagar o passado, só depende dela escrever um futuro muito melhor.
Mais do que a pluralidade de personagens que o primeiro autor sugeria, a segunda fez-me ver que tenho, desde sempre, escrito o MEU livro! E, até então, não tinha atentado para a seriedade dessa responsabilidade. Sou eu quem escreve a minha história. E, sim, não dá pra mudar o passado, nem arrancar algumas páginas, mas o “final feliz” ainda está muitas páginas adiante.
Sabe aquela sensação de “Como eu não pensei nisso antes?” que acompanha toda e qualquer descoberta importante, sempre seguida do medo e do orgulho que as responsabilidades despertam em todos nós? Pois então...
“Agora eu SOU o herói, e o meu cavalo fala a língua que eu quiser...”.
Bom saber que meu futuro só depende de mim. Posso, a partir disso, organizar meus rascunhos, selecionar as ilustrações e caprichar nas notas de rodapé.
Mesmo torcendo, internamente, pra que a Tarde de Autógrafos demore a acontecer...
Começa, assim, um novo capítulo... e eu vou caprichar!

Um comentário:

  1. Cara, muito bem escrito. Quando sair seu best-seller me dá um exemplar? (não compro livros)

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