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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Luiza

E eis que, em meados do século passado, aportam em terras tropicais, vindos das longínquas planícies européias, uma família de lavradores, conhecida pelas aprimoradas técnicas de plantio e cultivo de uvas, em busca de maiores possibilidades em terras ainda desconhecidas.
Não que a Europa não os estivesse agradando! Mas um desejo incontido de buscar novos ares, novas pessoas e novos mercados levou-os a abandonar as frias terras natais para conhecer de perto o samba, a ginga e o charme que só o brasileiro tem.
Aqui estabelecidos, impossibilitados de prosseguirem com a produção de seus famosos vinhos, os Dulciski dedicaram-se a diferentes atividades, no campo da educação, da política, da culinária...
O tempo passou e a família, de tão bem adaptada, expandiu-se rapidamente. De um desses bem sucedidos matrimônios, nasceu uma criança no mínimo curiosa. De cabelos ruivos e pele clara, herdados de seus, não muito distantes, ancestrais europeus, mas com um jeitinho alegre e sapeca que só se vê por aqui. Desde pequena, sempre muito bonita, a menina já manifestava interesse pelas mais diversas áreas do conhecimento. Talvez advenha disso sua ampla bagagem cultural, já notável apesar da pouca idade.
Não havia ninguém em que ficassem tão bem as tradicionais roupas verdes. A jardineira, os sapatos com fivelas, as trancinhas “que vão e voltam”... A pequena era de todo um primor. Cresceu cercada de amigos e admiradores, e não podia ser diferente. Sua inteligência e sua maturidade contrastaram, desde sempre, com sua modéstia e a simplicidade de seus atos e costumes.
Hoje, seus cabelos ruivos emolduram um rostinho inocente e aparentemente pacífico, ainda lindo, que transmite aos colegas a paz e a tolerância que só as almas realmente superiores são capazes de alcançar. Sempre presente, encanta todo e qualquer ambiente com sua simpatia, suas risadas e seus (insuperáveis) comentários.
O futuro, não seria desatino arriscar, há de ter a alegria do passado, a força do presente e os amigos de sempre, além do sucesso, inevitável em casos como o dela.
Sorte a minha ter você sempre por perto.

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