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terça-feira, 17 de julho de 2007

O Inexpressável...

Todo mundo olhava
O, antes discreto e desanimado, menino
Que, há muito, não viam tão feliz

Ocupando, pela primeira vez, todos os espaços a ele destinados.
.
Dançava e cantava entre passos e abraços,
Amigos e familiares.
Esqueceu, por longos instantes,
O senso, os medos e a insegurança.
.

Já não era mais aquele sonso disfarçado de crítico.
Carregava já no semblante algo que até agora não sabe explicar.
Talvez fosse a consciência da oportunidade
Ou o simples prazer de recomeçar.
.
O que se sabe é que, naquela noite, quis ser ELE
Independente de tudo e todos.
A força que o movia só podia vir de dentro.
E de uma alegria verde que pairava, leve, no ar...
.

.
.
[E é essa mesma liberdade que hoje o conforta da impossibilidade de rimar...]

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