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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Pra ser sincero...

A mesma pergunta de sempre retorna ao meu inconsciente: “podemos ainda acreditar nas pessoas?”. E é estranho como, a cada vez, chego a uma conclusão diferente.
A resposta de hoje é NÃO.
Às vezes, me parece que o mundo perdeu a “noção de mundo”... Não somos pessoas vivendo juntas, vivemos apenas ao mesmo tempo. E nossas escolhas, decisões e atitudes são marcadas por esse egoísmo que nos separa. O pior é saber disso e achar “natural”... porque É natural! É o resultado imediato de uma sociedade em que cada um precisa lutar por sua sobrevivência. Cada um tem que ser por si, e parece só poder contar consigo. É triste demais para eu me conformar.
Tudo isso consegue ser ainda mais terrível quando transferido para o campo afetivo. Podem as mulheres acreditar no que dizem os homens e vice-versa? Ou, amanhã, você pode acordar ao lado de um homem que só te chamava de linda e jurava amor eterno enquanto a sua bunda era empinada? Você pode despencar de um relacionamento perfeito com a certeza (mesmo) de não ter sido nada mais que um pedaço de carne. É a vida de aparências. É a vida de caprichos. Ninguém quer saber o que você pensa! (Malhe e não precisará nem mesmo pensar. Peitos, bundas, pernas e sorrisos compensam qualquer pobreza de espírito...)
Quantas pessoas somos capazes de enganar ao longo da vida para atender a pequenos desejos de nossas mentes mimadas? Mas temos e teremos sempre a desculpa de que “só eu posso fazer isso por mim”, ou “preciso correr atrás do que quero”... Esperar cair do céu também não resolve, não é? O que fazer então?
Já tentei não acreditar em ninguém, e me tornei amargo. Acreditando em todos, tornaram-me piada. Posso escolher meu triste fim?
Prefiro e prego, portanto, a sinceridade. Não podemos deixar de “lutar pelos nossos objetivos”, mas não precisamos fazer isso como soldados. Podemos ser uma tropa! Parece frio e cruel, mas é melhor dizer tudo à queima-roupa (e eu digo)... Porque mais fácil que mentir ou acreditar, é só se decepcionar. E confiança, ao menos na teoria, só se perde uma vez.
Não sei se existem pessoas nascidas para mentir... mas eu nasci para acreditar!
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[O Word grifa “bunda”! Que antiquado...]

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