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terça-feira, 7 de agosto de 2007

O meu eu homofóbico

Hoje vi duas mulheres beijando-se na praça de alimentação de um shopping center.
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Normal ou não, confesso que reagi mal... Fiquei olhando, com cara de sonso. Elas pareciam acostumadas com esse tipo de “discriminação”, pois se mantiveram calmas e não deixaram que os meus olhos quebrassem toda a magia do momento. Ponto para elas.
Isso me fez pensar o quão preconceituosos a sociedade nos forma. Por que eu me assustei? E foi um choque grande. Desses que nos tiram os movimentos. Bobagem minha.
Pouco antes, um homem “fazia xixi”* ao pé de uma árvore, ao meu lado, com o sexo voltado para a rua (movimentada), e eu apenas ri. Não fiquei sem ação, não fixei o olhar... encarei como algo normal. E por quê?
Como um beijo pode escandalizar mais que um pinto**?
Vi em mim o preconceito que atribuía aos outros. Mesmo não tendo gritado ou apontado, meu olhar recriminou uma simples manifestação de, senão amor, pelo menos, desejo entre duas pessoas livres, e isso ninguém pode fazer.
Queria que elas lessem o meu pedido de DESCULPAS!
Vocês são mais que duas lésbicas, são duas almas corajosas e respeitáveis. Pioneiras no processo de modernização dos nossos (com destaque para os meus) antiquados padrões.
Não ver a homossexualidade faz com que ela não exista?
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*não vou escrever “mijar”, e “urinar” é quase científico... hehehe
**”pênis” é no meu livro de biologia, e “pau”, “caralho”, “pistola” e derivados são termos que desconheço...
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“Eu quero crer no amor numa boa
E que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais SIM do que NÃO...”
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[Lulu Santos]
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“E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa
Toda forma de amor...”
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[Lulu Santos]

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