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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Mundo e As Pessoas


Você anda de ônibus? Vai a shows? Festivais? Jogos de futebol?
Já esteve em meio a multidões? Nessas praças, micaretas, carnavais, rodoviárias...
Sabe essas notícias que os jornais adoram divulgar? “Tiroteio mata 11”, “200 pessoas morreram e 40 estão desaparecidas...”, “pesquisa confirma que milhões de pessoas ainda vivem abaixo da linha da pobreza...”...
Infelizmente, já não dá mais tanta atenção a essas coisas, muito menos a esses números, não é? Sua vida e seus problemas ocupam muito a sua cabeça. É assim com a maioria das pessoas.
O que esquecemos é que não estamos sozinhos...
Às vezes, tenho vontade de olhar as pessoas. São tantas. É curioso pensar que cada uma delas tem uma vida, uma família, uma formação, desejos secretos e opiniões declaradas. Você imagina uma mãe para cada um que vê? Eu tento. Queria saber o que eles pensam, o que trazem na memória (de bom e de ruim). Sinto-me tão pequeno diante deles. Minha cidade tem cerca de 3 milhões de habitantes, dos quais eu, provavelmente, não VI (“ver” no sentido de simplesmente “direcionar o olhar”) nem mesmo a metade... Pense no mundo agora...
São 6 bilhões de pessoas. 6 bilhões de preferências, de desejos, de personalidades. 6 bilhões de histórias diferentes. Cada uma delas tem os seus princípios, a sua função e o seu valor, é claro. Mas estão certas em, entre tantos, viverem apenas para si? Sozinhos, eu sou eu e você é você. Juntos, somos NÓS! E nós somos sempre mais do que você ou eu.
Como eu posso viver tão fechado? Como ignoro tantas existências? Como tenho a audácia de me sentir ALGUÉM em meio a tanta gente? Posso dizer que “vivo”, se não convivo, nem conheço?
Sinto-me pequeno!
Mais uma “cabeça” num mundo de gente “avulsa”...

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