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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Prato do dia


Comi, hoje, uma fatia de mortadela de frango da Sadia. Infelizmente, assim que li a etiqueta na embalagem apontando o que era, fui tomado por um daqueles pensamentos não muito recomendados para essas horas: “como se faz mortadela?”.
Lembrei de tudo o que já ouvi. Da lenda da carne de cavalo, das denúncias, das suspeitas... Os mais ferrenhos afirmam que, assim com as salsichas, a mortadela é feita dos restos não aproveitados de carne nessas indústrias.
Já ouviu que “das leis e salsichas, o melhor é não saber como são feitas”?
Pois é! Não sei mesmo, mas imagino. E penso: ainda ontem recusei um bonito doce que uma simpática senhora vende na porta do Palácio das Artes. Por quê?
Não sei como foi feito, não conheço a procedência... Será que os ingredientes eram “fresquinhos”? Será que as mãos dela estavam limpas? Seriam daquele dia os doces?
Mamãe sempre diz pra não comer essas coisas na rua. E traz pra casa resto de carne estranha compactada e partida em fatias, cuidadosamente plastificadas e vendidas aos montes nesses hipermercados e açougues.
O que me faz confiar na Sadia? Só por ser uma empresa, “fiscalizada” e registrada, significa que seus restos "empaçocados" fazem bem à saúde?
E a pobre mulher? Enquanto ela não tiver selo, logomarca, propaganda na tevê e ISO nove mil e alguma coisa, por mais gostosos e “limpinhos” que sejam os seus doces, eu não posso comer...

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