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sábado, 8 de setembro de 2007

Rousseau


Tenho me sentido mal ultimamente! Parece que o mal tem tomado conta (de novo?) de mim! Andava tão satisfeito com a minha mudança! Sentia-me uma pessoa mais leve, mais pura e mais feliz. Até a minha vida parecia correr de forma melhor! Tudo dando tão certo... Amigos, colégio, conquistas... A vida sorria pra mim porque eu sorria para os outros. Desenvolvia a minha tolerância, a paciência, a boa vontade. Hoje, me sinto falso, vazio, invejoso, covarde.
Não sei. Voltei a desejar mal para as pessoas, mesmo que inconscientemente. Parece que me contaminei com tudo aquilo que eu tanto recriminava nos outros. Neles. Sou a prova viva de que vibrações negativas são catalisadores de sucesso, e minha mente parece ter se esquecido disso.
Aqueles de quem eu só tinha pena, nojo ou nada, agora me dão raiva! É engraçado. Parece que, agora, o que vem de baixo me atinge. E não deveria atingir! Ainda não consigo entender. Continuam não representando nada para mim. Mas despertam aqui dentro algo que eu não conhecia. Uma personalidade cruel, que olha pras pessoas e enxerga sangue. Não! Eu não estou ficando louco não. Mas tenho pensado muito em morte. É sério. Olho para algumas pessoas e as vejo mortas. Algum espírito psicopata tomando conta de mim?
Preciso trabalhar melhor meus sentimentos. Sei que isso é apenas uma fase. Sei que vai passar. Só quero que passe rápido. É o cansaço. Minha cabeça anda sempre cheia e isso me faz pensar bobagens. Até os meus sonhos terminam com alguém se dando mal. E nem sempre são os que merecem.
Deixei o ambiente penetrar pelas minhas entranhas. Continuo feliz, realizado, conseguindo tudo o que quero e cercado de amigos, mas o “ar pesado” circula também pelos meus pulmões agora. Já não me sinto mais tão sincero, nem tão inatingível. Não tenho paciência, não sei relevar. O “bicho” voltou a crescer e se mexer entre meus órgãos. E sinto vontade de gritar quando isso acontece.
Preciso me purificar!
Não existe palhaço sem platéia, e disso já estou cansado de saber. Resta parar de dar “ibope”!

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