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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

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E, no eterno embate, o coração parece, enfim, enfrentar a razão e cobrar explicações que ela não sabe dar.
É difícil ser, ao mesmo tempo, técnico, jogador e gandula de um time, sabendo que não há ninguém em volta capaz de te socorrer numa possível derrota.
E você se torna fraco diante dos amistosos, esperando sempre aquela grande final, para a qual provavelmente não estará preparado.
E uma dúvida, por menor que seja, cancela toda e qualquer possibilidade de certeza. Aí, o que parecia concreto e racional, torna-se infantil e covarde. E você está de novo encurralado. Volta a chorar pelos cantos a dor das pequenas derrotas, ou deixa o pé crescer fora das chuteiras penduradas à espera do clássico?
O cérebro manda ficar. Existem outras prioridades e, nesses jogos, você nunca fez um gol. Mas, do fundo do peito, vem um batido ritmado, empolgante, que parece dizer “Vá!”. E você quer concordar, porque até sua razão admite que, nesse torneio, só há um titular.

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