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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Da Saudade dos Amigos

Amigos vêm e vão, é a lei natural das coisas.

Mas há sempre aqueles que ficam.

E são estes que, ao fim de cada etapa, nos fazem ver o quanto a vida vale a pena. São os que estão sempre perto. Ou que, mesmo longe, acompanham nossos passos e sustentam os nossos tropeços.

Os que vão têm também o seu valor. Deixam lembranças, saudades e aprendizado. A culpa não é de ninguém. A vida é cheia de esquinas, e nossos caminhos nem sempre são os mesmos.

Assim, um dia a gente senta e pensa. Lembra-se de tudo e todos, e percebe que um ou outro tem mais capítulos no livro que, sem ver, escrevemos. Não que sejam melhores; podem ser mais antigos, mais presentes ou mais intensos. Se não, ao menos mais problemas eles nos devem ter gerado. O que importa é que as lembranças, boas ou ruins - porque o ‘mar de rosas’ não existe -, tornam-se um elo maior do que se pode imaginar.

E há os que chegam. Ah! Para esses é mais difícil. Encontram-nos mais preparados, experientes, alerta a qualquer passo em falso. Mas calejados de erros, e sempre buscando melhorar.

E assim se fazem as nossas vidas. De amigos e saudades.

E, se um dia a saudade gritar dentro de mim, terei, ainda mais forte, a certeza da amizade.

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