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terça-feira, 16 de outubro de 2007

PoliAmor

“‘Quando nos apaixonamos, recriamos o modelo de relacionamento com a mãe, para quem somos o centro’, afirma Noely (Montes Moraes). ‘No útero, você tem o paraíso, não sente falta de nada. Quando você nasce, é tomado por um sentimento de falta, de desamparo. Mas essa é a condição humana. Nossa cultura nos condiciona a acreditar que vamos encontrar em alguém a complementação de tudo. Então as pessoas saem procurando uma relação amorosa para reeditar aquele vínculo que tinham com a mãe. Mas isso é impossível. As pessoas entram em uma relação amorosa, vêem o parceiro como a salvação, mas isso não é real, não acontece nunca, e as pessoas se frustram’, completa Regina (Navarro Lins).”
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“Outro consenso é que a melhor maneira de não se frustrar em um relacionamento é não sonhar com a alma gêmea. E aqui vale um argumento estatístico interessante apresentado pelo zoólogo David Barash. Existem 6 bilhões de pessoas no planeta, das quais conhecemos provavelmente menos de mil em toda uma vida. Ou seja, conhecemos 1 em 6 milhões de humanos. Logo, para cada pessoa que conhecemos, há 5.999.999 que nunca conheceremos. E desses poucos encontros que realmente acontecem, só uma pequena porção ocorre em épocas e circunstâncias nas quais o amor e/ou o casamento são mesmo viáveis. Em resumo, as chances são muito escassas de que um dia venhamos a conhecer nossa metade perfeita, mesmo que ela exista e esteja circulando por aí...”
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“O Fim da Monogamia?”, por Fernanda Colavitti.
Revista Galileu, nº 195 – Outubro de 2007. Página 45.

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