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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sua vez!

Você pode até se esconder no banco, ou demorar no vestiário. Mas, do jogo, não dá para fugir. E é melhor garantir, logo, uns gols enquanto não perceberam a sua presença.
É compreensível não querer perder. Às vezes, nem a torcida desperta em nós aquela “garra” que as grandes disputas merecem. E botamos em campo um time fraco e desanimado, pronto a correr a qualquer silvo de apito.
Cômoda escolha!
Besteira. Quando menos se espera, os dados correm pelo chão e o seu número aparece. Você tenta fugir, e a garrafa cessa a rotação apontada para você. Enquanto todos botam 2, você, sozinho, mostra 1. E todas as evidências confirmam o que você mais temia: sua vez!
Passar a vez adiante é a atitude mais comum, e a mais errada. Quanto mais casas os outros jogadores andarem no tabuleiro, mais atrás você fica na corrida. E, se a vida é mesmo um jogo, os vivos têm mais é que jogar.
Não dizem que “só quem se arrisca é livre”? Então! Chega uma hora em que não queremos mais assistir, da arquibancada, as vitórias alheias. Precisamos lutar. Para perder ou ganhar, mas saber como é. E quanto mais disputada uma batalha, maior o prazer de ganhar.
Todos merecem, ao menos uma vez na vida, experimentar o doce sabor da vitória. A certeza do objetivo alcançado. Engana-se quem associa “não jogar” a “não perder”.
Há que se armar, treinar... estudar o adversário (geralmente, o Medo) e se entregar por completo. O bom jogador não aposta em burro manco. Nem chuta do meio do campo. Para investir as suas fichas, certifique-se dos riscos. Não que esses te devam assustar. Mas para que não se surpreenda com eles.
E, com a força, a coragem e a certeza, dê o xeque-mate e corra para o abraço.
O inimigo já ficou para trás!

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