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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ciúme

“Ciúme é uma besteira!”.
Sim, sim. Essa “doença” por que se deixam contaminar os mais fracos é responsável pelos fins de vários desses relacionamentos que tinham “tudo para darem certo”...
Isso quando, antes, não estouram herpes, some o apetite, espuma o cantinho da boca... – oops! alteração hormonal. É! Você está deixando o ciúme tomar conta de você! FRACO!
Primeira discussão: "é ciúme” ou "são ciúmes”?
Voto no singular, porque um já atrapalha muito o meu sono, e não viveria com dois, três ou quatro...
O Dicionário concorda comigo – não pelo mesmo motivo, suponho -, mas por que, então, as pessoas usam tanto o plural para falar disso?
(deve ser a velha lei do “desgraça pouca é bobagem!” – meu voto!)
Falando em dicionário, o meu Mini-Melhoramentos (Aurélio é mais caro e minha mão nunca me comprou um!) diz “Inquietação causada por suspeita ou receio de perder o amor ou alguma outra coisa”. Parece pouco, e é mesmo.
Uma das músicas de que gosto muito (e essa é da Vanessa da Mata) diz que “ciúme é o medo de tomarem o que é meu”. Mais ampla, concordo! Mas ainda me parece genérico demais.
Segunda discussão: o que, então, é (são) ciúme(s)?
A definição resume bem o espírito da coisa, mas não justifica os ataques histéricos ou agressivos que caracterizam essa “inquietação”. Inquietação parece desconforto e ciúme é um pouco mais que isso. Não precisamos chegar às mortes e atentados – que existem! – mas dá pra sofrer bastante, sozinho em casa, sem matar ninguém.
Terceira discussão: como ele se manifesta?
Nunca fui uma pessoa ciumenta. Sentia, às vezes, uma pontinha de algo muito parecido com isso em relação aos meus amigos. Tantas vezes apresentei pessoas e elas se tornaram mais amigas entre si do que meinhas como antes... e isso sempre me incomodou. Recentemente, no entanto, me descobri um ciumento terrível! Sim. Um desses doentes escandalosos. Em circunstâncias que ignoro, percebi olhares demasiada e desnecessariamente sensuais ao meu redor.

O primeiro passo, nesses casos, é respirar! Respirei, e vieram os sorrisos! A gente tenta, então, mentalizar! Mentalizando, eu vi que os sorrisos iam evoluir se não houvesse interferência e AH! aqui fica perigoso!
Eu grito? Bato na mesa? Quebro copos/pratos/pescoços (pescoços! pescoços! pescoços!)?
Claro que não! Ciúme é coisa de gente insegura (“ai, como eu sou inseguuuro”) e cada um deve confiar em si o suficiente para não baixar o nível (“eu quero morreeeer!”). Pelo menos, não em público!
Vêem como sou controlado? Meus batimentos já estavam “pra lá de macarena”, minha mente tingia de vermelho tudo o que meus olhos podiam captar – sim, eu via saaangueee! – e não havia mais dedos a estralar! Mas alguém percebeu? Eu repito: al-guém percebeu? Evidente que não! Nessas horas, a gente fixa um sorriso amarelo no rosto, finge que não viu nadinha do que aconteceu e “segura o resto no carisma”!
(mas é ÓBVIO que não vai ficar assim!)
Quarta (e última) discussão: é possível evitá-lo(s)?
Tudo é possível com auto-controle e força de vontade (um abraço pro Antônio Roberto!)! Esses males sociais só têm duas possíveis prevenções: a interna e a externa.
A interna consiste em cada um trabalhar, em sua vida e rotina, pensamentos positivos e alguma forma de manter firme a auto-estima. Para isso, o amor-próprio precisa estar “em alta” e a confiança em suas qualidades e poder de atração fazem de qualquer “zé-mané” um “homem forte e decidido” – conseqüentemente “interessante”, eu quis dizer!
O problema é que poucas pessoas atingem esse grau, e precisam da externa para se sentirem em paz num relacionamento. Essa consiste em, discretamente – e esse detalhe é importantíssimo -, observar, vigiar e proteger tudo aquilo que, pelo menos ideologicamente, pertence ao ciumento. O importante é não perder a razão. Todo mundo pode estar sensibilizado com seus “chifres”, mas é só você gritar e o(a) #@%$&# se torna a vítima. É quase instantâneo.
A roupa-suja-que-se-lava-em-casa deve ser caprichada – eu sou a favor do castigo físico. Seres humanos têm, naturalmente, temor a qualquer tipo de perda e animais reagem ao medo com violência. É fato! – e todo(a) #@%$&# merece uns (bons) tabefes!
No entanto, dá para viver sem essa tensão!
Eu, pelo menos, só preciso ouvir, TODOS OS DIAS, que sou a pessoa mais especial do mundo. Não precisa explicar ou argumentar, porque não quero correr o risco de desconfiar do embasamento. Mas eu preciso me sentir o mais bonito/inteligente/interessante/apaixonante num raio de quilômetros!
Ah! Não é difícil. É?
Então, vai ter que agüentar a vigilância!
.
Último tópico: ciúme não significa amor!
Dizem que só tem ciúmes quem está apaixonado e eu me nego a acreditar nisso!
Eu tinha ciúmes dos meus patins quando era obrigado a os emprestar ao meu irmão, e , juro, não amava as suas rodinhas por isso!

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