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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Exposição

Estava, hoje, conversando com um amigo – Sim! Eu vou fazer um post “à la querido diário” desses que eu “juro que detesto”. Cansei de tentar dissertar sobre coisas que eu falo usando todos os pronomes possíveis e impossíveis! – sobre livros ou qualquer coisa feita com base em vivências e impressões do próprio autor. Ele me contava sobre um livro escrito por seu tio:
“Não! Eu não consegui ler, é claro! Tá! Eu li umas duas páginas, mas disse a ele que não poderia terminar a leitura sem mudar completamente a minha visão sobre ele. Nunca mais eu o veria com os mesmos olhos depois de ler a vida dele inteira em poesia, né?! Ainda mais aquela vida chata...”.
Isso me fez pensar muito no meu blog – um dia eu escrevo um texto publicável sobre isso, mas hoje preciso DESABAFAR.
Apesar de eu tentar (e eu tento, juro) postar coisas “fictícias” e “alheias” ao jeitinho Caio de viver, tudo aqui tem muito de mim. Querendo ou não, o que eu escrevo e, principalmente, a forma como eu escrevo é resultado das minhas experiências e do meu “momento”. E isso não é terrível?
Passei a me sentir invadido! Sim! Exposto, explícito, escancarado... gente, isso aqui é um BBB sem beijo na boca (o que deve justificar a baixa audiência).
Já tinha percebido, mas só hoje fez sentido: quando posto algum texto, mesmo sem especificar o que me levou a escrever, sobre algo triste ou qualquer coisinha melancólica, meus amigos me procuram preocupados. É. Às vezes, eu penso demais na vida e escrevo coisas tristes, reconheço, mas o faço para desabafar e esquecer. Ou tentar, por meio das palavras, dar alguma utilidade àqueles sentimentos. E o faço da maneira mais impessoal possível, mas é impressionante como os mais próximos/atentos sabem exatamente o que se está passando comigo.
Não é de dar medo? A minha vida/intimidade fica exposta aqui pra quem quiser ver/ler. E o pior, por mim e sem cobrar!
É. Ou eu assumo um pseudônimo – ai, gente! Quem eu acho que engano? – ou me restrinjo às narrativas (líricas ou não) sobre coisas realmente in-ven-ta-das! Ou, em último caso, eu deleto isso aqui.
O que não dá é tornar público o “meu querido e secreto diário”! Pelo menos, não sem capa-dura e participação nas vendas...

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