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domingo, 16 de março de 2008

Exílio


Nossas mentes gravam os sorrisos de que se tornam dependentes os nossos corações. O convívio com pessoas especiais dá a pequenos gestos um imenso valor. São coisinhas simples que se tornam imprescindíveis para a manutenção do equilíbrio diário necessário à busca dos grandes objetivos.
Habituamo-nos a ter, por perto, aqueles de que gostamos e isso, infelizmente, não é sempre possível. Muitas vezes a vida (e suas reviravoltas) impõe certa distância entre almas que se completam. Não me refiro ao amor, apesar de isso se aplicar perfeitamente, também, a esse caso, mas à amizade.
Os caminhos da vida são muitos e distintos, e poucas trilhas têm encruzilhadas. Há bifurcações que marcam, para sempre, a vida de duas ou mais pessoas. Seguimos em frente e, muito cedo, percebemos quanta falta nos fazem os amigos que deixamos para trás. Olhamos ao redor e não reconhecemos os rostos que nos cercam. São pessoas novas, amigas em potencial ou não. Geralmente, não, dada a mania de comparação a que está condicionado o espírito humano.
E, em todas as (muitas) vezes em que nos sentimos sozinhos, temos a quem recorrer. Seja uma pessoa, uma fotografia, uma carta, uma recordação... Sabemos que, também longe, um outro coração sofre do mesmo mal. Vem daí, a nossa força para continuar.Sinto-me cada vez mais só. Não encontro solos firmes em que lançar as sementes da amizade que, outrora, cultivei com tanto êxito. Mas não me deixo abater. Sei que amigos são para sempre e que a distância só me faz sentir saudades, o que apenas aumenta o meu amor! Não há nada o que temer se até as retas paralelas se encontram no infinito...

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