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domingo, 16 de março de 2008

Isolamento Reprodutivo

Olhando de fora, é tão claro o ciclo que formam esses atos.
As pessoas se iludem, se apaixonam, se arriscam e se decepcionam. Nem sempre nessa ordem, mas na imensa maioria das vezes.
E quando erram, prometem nunca mais repetir. Tornam-se momentaneamente sábias, amargas e equilibradas. Até a próxima descarga hormonal! E começa tudo outra vez...
Toda a nossa vida é composta de ciclos – a própria vida é um deles, o maior. Experiências que podem ser boas ou ruins e existem para nos fortalecer e ensinar. O que fazemos, muitas vezes, é aprender com os erros dos outros. Associamos erros a sofrimento e, logicamente, os queremos evitar. Mas eles são, antes de tudo, aprendizado, e quem não erra não aprende. Não mesmo!
A gente passa a vida observando, admirando e criticando. Salta aos nossos olhos as besteiras que os outros fazem. É a Teoria do Nariz do Palhaço da Psicologia: para quem assiste, os erros alheios enfeitam os rostos de seus donos, como narizes de palhaços, e só eles não os conseguem ver. Não cabe ao outro, no entanto, servir de espelho. Os melhores “vacilos” das nossas vidas são aqueles em que acreditamos cegamente, à revelia de todos os conselhos que recebemos.E quem passa pela vida na platéia aprende muito, mas não da melhor forma. A vontade, ironicamente, é de errar. A tristeza de uma desilusão é só o preço que se paga pelos felizes momentos que acompanham uma paixão, mesmo que curta. Racionalidade demais atrapalha. O que a maioria das pessoas ditas “sábias” deseja é, exatamente, um momento de ignorância em que possam se entregar aos instintos (que escondem, mas possuem!) para errar, errar e errar. Que dure, de preferência, uma vida inteira.

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