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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Primeira Impressão


(Para Gabriela Turra)

Que “a primeira impressão é a que fica”, estamos todos cansados de saber! O que nem sempre percebemos é o quão negativo isso é ou pode ser. Uma primeira impressão ruim é, muitas vezes, decisiva. Colegas deixam de ser amigos, paqueras jamais chegam a se apaixonar, e se perdem inúmeras oportunidades assim.
Quantas vezes não nos enganamos em relação às pessoas? Principalmente, à primeira vista. Nossas fracas mentalidades humanas adoram realizar pré-conceitos das pessoas. Não sabemos esperar a melhor parte: o “conhecer”, em seu mais puro significado. Como os cães, que se cheiram antes de latir ou se cruzarem. Temos preguiça de “desembrulhar o outro” por medo da decepção que isso pode acarretar. Esquecemos que o “conteúdo” (por que não?) pode ser bastante agradável. E perdemos grandes descobertas assim.
Quando, por algum acaso do destino (ou pela mãozinha de Deus, que eu sei que ajuda!), a segunda impressão nos faz cair o queixo, a gente agradece a surpresa e lamenta o tempo perdido. E aprendemos – o que é o mais importante – que toda pessoa merece mais que dois ou três minutos de desinteressada observação.
Cada um de nós é como um livro. Acontece que os mais empoeirados e de menores índices podem, sim, possuir as melhores histórias. E nem sempre os coloridos são ilustrados do começo ao fim.
Porque, finais felizes, somos nós quem escrevemos!

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