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domingo, 6 de abril de 2008

Um ano


Um ano!
É com extrema alegria que comunico e comemoro um ano de tristezas! Não que esse blog me faça sofrer – não mesmo –, mas foi quase sempre triste que escrevi por aqui. Não sei explicar, mas sofrimento me inspira. Mesmo feliz, gosto de ouvir música romântica (e triste) para escrever. Prefiro, não sei por que, a cadência do choro à falta de ritmo do riso.
Já tive outros cinco blogs: três em parcerias (uma ex-amiga; um ex-amigo; e algumas amigas maravilhosas de infância, que amo até hoje), e dois exclusivos. Os coletivos foram criados no impulso, depois de algumas conversas ou a partir de algum projeto divertido e promissor, nos quais a gente perde o “tesão” antes de ver concluídos. E o pior: não tenho mais esses textos! Aliás, tenho pouca coisa salva do passado. Demorei muito a ter a brilhante idéia de salvar arquivos também fora do computador...
Mas me lembro bem da linha seguida. Os blogs individuais eram verdadeiros diários de martírio. Desses que fazem os reféns de seqüestros ou as crianças desaparecidas: “só desgraça”! Uma tristeza inexplicável. Eu precisava chorar rios para sentar em frente ao computador e escrever algo. Nada era feito com alegria, logo, não devia alegrar nenhum leitor. Não sei se por isso, ou por preguiça, nunca levei nenhum deles a sério. O que durou mais tempo, deletei por perceber o mal que me fazia. Escrever nele era remexer em feridas recentes e reviver um tanto de coisas ruins que eu precisava esquecer para superar. E decidi não escrever mais nada!
Esse foi diferente. Meu sexto blog surgiu graças ao incentivo daquele ex-amigo com quem fiz um blog em parceria (que começou depois, mas acabou antes desse). Na verdade, ele só queria ver se eu sabia escrever (competitividade de adolescente mal amado/resolvido – normal!). Falava das vantagens de se possuir um blog (porque ele tinha um lindo, que eu adorava ler) e blá blá blá, como se conversasse com um leigo. Nós mal nos conhecíamos e eu quase não lhe dava atenção. Foram quase dois meses de insistência dele e eu acabei cedendo. Aquilo mexia comigo. Muito (nem ele sabia o quanto!)! Voltava à minha mente a vontade de escrever, as idéias, os conflitos. De repente, veio mais uma dessas “vontades de recomeçar” que eu vivo sentindo, e pronto: estava eu fazendo outro cadastro no Blogspot!
Não consegui botar o nome que queria (Graças a Deus! Porque descobri, meses depois que estava trocando “c” por “s” ou o contrário...) e isso se tornou um conflito para mim. Precisava de algo criativo, que combinasse comigo e fizesse sentido. Queria algo que fizesse os outros pensarem (de preferência, que procurassem no Dicionário para entender), e precisava ser rápido, porque eu já queria escrever! Hoje, me divirto com a dificuldade que “alguma pessoas” encontram na pronúncia de “Da Coxia” e sinto que alcancei, pelo menos, esse objetivo!
Escrever não foi difícil. Passei dias muito tristes nesses últimos doze meses (e muito felizes também), e tive, sempre, muito o que passar para palavras. Lamento reconhecer, ainda, a linha “depressiva” que segue a maioria dos textos, mas pretendo “trabalhar nisso”. Tentei não fazer desabafos (e quase consegui) e escrever apenas sobre coisas relevantes. Nada da “diarréia sentimental” de antes. Algo de que eu pudesse, no futuro, me orgulhar de mostrar pras pessoas.
Na verdade, o aniversário do Blog foi no dia 1º (eu é que me esqueci!), mas ainda é tempo de comemorar e estou muito feliz! Feliz pela data, pela vitória e, principalmente, pelo que escrevi. Percebo, lendo e relendo, que cresci e continuo crescendo. E constato, sempre e cada vez mais, que é isso mesmo o que quero fazer pelo resto da vida. Bem ou mal, eu escrevo! E sou feliz por isso.
Só não posso me esquecer de agradecer. Primeiramente, a ele, que tanto me incentivou a escrever e, sem saber, devolveu-me uma das maiores alegrias que tenho na vida. A Deus, pela força e sabedoria (parece clichê, mas é verdade!). À minha família, pelo incentivo, pela confiança e, principalmente, por se orgulharem dessa minha “atividade”. Aos meus amigos (todos eles), pela companhia, pelo apoio, pelas alegrias e tristezas... por tudo! Não sou ninguém sem vocês porque os faço partes de mim. E a quem lê! Sejam eles amigos ou familiares... Porque, enquanto uma criança sorrir, haverá sempre um palhaço sentindo o alívio e o prazer da “missão cumprida”!
Obrigado!

Caio.

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