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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Exame especial?

Não estou bem. Como disse hoje a uma colega, acho que não tenho equilíbrio psicológico suficiente para a faculdade. Não mesmo. Meu humor oscila com novela, imagina estudando...
Hoje, fiz a minha terceira prova do semestre (quarta se eu contar com a de inglês – que eu prefiro esquecer para sofrer menos) e saí da sala com os olhos molhados. De verdade. Não só pela nota – acho que não vou tirar nem metade dos pontos –, mas, também, e principalmente, pela confusão que isso tudo tem feito na minha cabeça.
Eu até tenho argumentos para falar mal do professor. Ele é um inseguro que se formou em uma faculdade particular - na época em que elas já existiam, mas ninguém sabia onde - e, agora, quer “mostrar serviço” acabando com as nossas vidas. Criou um programa, mandou que lêssemos uma tonelada de xérox e, na questão aberta da prova, cobrou a “explicação da evolução” de três conceitos que aparecem no meu caderno em TRÊS linhas. E isso porque eu copio até o que ele fala. Mas alguém que transforma pés de página em questão aberta deve ter mesmo insensatez suficiente para fazer essa questão valendo sete e meio. Eu disse MEIO! Fiquei pensando que se eu acertar a metade, tiro trêsvírgulasetentaecinco! E nunca mais apareço nas aulas.
O problema, no entanto, eu acho que está comigo. Só pode ser. Os professores ensinam as matérias, eu gasto TODO o meu dinheiro com xérox de apostilas, leio (mesmo que na véspera das provas. Deu certo a vida inteira, por que não daria agora?) tudo direitinho, copio a matéria do quadro, freqüento as aulas... POR QUE não consigo fazer prova? Por quê? O que há de errado comigo?
Dizem que é porque não estou acostumado com o “estilo” das provas da faculdade. Mas será possível que vou precisar pegar um exame especial no meu primeiro período para aprender? Sinto pena da minha mãe, que contou pra todo mundo que seu filho entrou pra universidade e, agora, vai precisar explicar para todo mundo que ele não vai sair tão cedo...
Claro que eu poderia pensar em inúmeras explicações para esses meus sucessivos fracassos, mas sempre me admiti pessimista.
Sou burro e não sirvo para isso!
Agora, preciso tomar uma importante decisão (será que essa eu acerto?): aceitar que Direito não é para mim e abandonar; trancar temporariamente a faculdade, tentar outro vestibular, trabalhar, viajar ou fazer qualquer coisa que distraia a minha consciência da estupidez que a aflige; juntar meus pedacinhos de dignidade, estudar pros exames especiais e insistir para ver o que dá; ou largar tudo, entrar para uma academia, ficar gatíssimo e investir em “outras carreiras”?

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