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sábado, 17 de maio de 2008

Novo... de novo!

Não gosto de escrever sobre a minha rotina! Meus últimos textos podem fazer isso parecer mentira, mas não é. Não gosto mesmo. Acho pouco. Cada um de nós é uma centena de possibilidades, ninguém se interessa pelas minhas. Alegrias, tristezas, inseguranças... a minha vida nem é emocionante.
Em todos os blogs que tive, o meu principal medo sempre foi esse: “isso aqui não tá uma diarréia sentimental não?”. Nada contra os que o fazem, conheço blogs invejáveis de rotinas de tirar o fôlego. Só não funcionaria comigo.
Acontece que esse aqui é, talvez, o mais claro retrato do meu dia-a-dia. Cada texto tem muito de mim, é claro, mas, principalmente, muito do meu momento, do meu contexto, da minha situação... e das minhas crises, como não podia deixar de ser.
E, a cada nova crise, isso aqui toma um novo rumo. Às vezes, quero dissertar, me arrisco até a fazer rimas (sempre horríveis), tento inventar historinhas, diálogos, crônicas... o que, apesar de confirmar a instabilidade emocional que me atormenta, impede o estabelecimento de um “padrão” e deixa tudo bem mais emocionante!
A minha atual crise, e uma das piores (porque a tendência é sempre a mesma!), roubou-me a inspiração. Tenho várias idéias, tento até as escrever, mas não sai. Acho que desaprendi. Só o que faço é reclamar, reclamar e reclamar. Estou ficando azedo e isso não é bom na minha idade...
Existe, porém, um lado legal nisso: eu estou ficando sem inspiração para tudo. Ando sem resposta, sem assunto, sem reação. Pego-me, a toda hora, estático diante de situações triviais. Coisas simples, que, de repente, ganharam valor e não acompanham mais a velocidade do meu raciocínio.
Ando por aí, agora, desenvolvendo a “capacidade de me admirar com as coisas” ou a “virtude de sentir prazer em tudo”. Agindo diferente com as pessoas e nem sempre sendo entendido por elas. Vendo tudo com uns olhos que eu não acreditava possuir.
Sei não. Mas não sou eu!

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