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terça-feira, 27 de maio de 2008

Texto

Agora, eu vou escrever um texto.

Vou começar pela INTRODUÇÃO. Primeiro, preciso me disciplinar para não escrever demais. Devo apenas introduzir o assunto de que pretendo falar. Deixo no ar a minha opinião e depois explico melhor. Se demorar muito aqui, corro o risco de mudar de assunto.

Feito isso, posso passar ao DESENVOLVIMENTO. Aqui, o que se faz é, literalmente, desenvolver a opinião que deixei na introdução. Enumero as razões que me fazem pensar daquela forma, as possíveis conseqüências do meu pensamento e, se confiar bastante na minha argumentação, cito até algumas opiniões contrárias. Se não confiar tanto, deixo só a minha para não inspirar nenhum leitor a discordar.
Geralmente, essa parte é maior que um parágrafo. Então, posso enrolar!
A intenção é deixar o assunto suficientemente debatido para poder fechar com maior facilidade na próxima parte.

Feito isso, parto para a CONCLUSÃO. Ai, é tão difícil concluir! Todo mundo diz que é só “encerrar a discussão”, mas não é tão fácil assim. Como saber quando encerrar um conversa entre você e você mesmo por meio de um papel? Pois é. Mas, mesmo sem saber, você não pode prolongar isso demais. Não sei se é correto, mas gosto de repetir a minha opinião, apenas transformada em uma frase de impacto, porque, além de propor reflexões, facilita a escolha do título. Porque “o título está sempre na conclusão”, já diziam os velhos mestres de redação-para-vestibular. Agora, é só conferir a ortografia, a pontuação. Pode não ter ficado “grandes coisas”, mas é um texto. E isso já é muito!

Pronto! Foi difícil?

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