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terça-feira, 17 de junho de 2008

Estrofes.03

Cortei o cabelo. Geralmente, sempre corto quando fico (muito) triste. Dizem que quem quer mudar começa assim, e eu sempre quero... Acontece que, dessa vez, eu cortei mais por necessidade que por tristeza. Estava parecendo um ninho. E o resultado foi positivo, acredito. Hoje, na faculdade, de fiu-fiu a “gatoooo”, só ouvi elogios. Bom para restabelecer minha auto-estima depois de um dia dos namorados e uma sexta-feira 13.
Ia dizer que, inclusive, nunca um corte meu foi tão elogiado, mas me lembrei do ano passado, quando o meu ninho já parecia uma samambaia e eu fiz o mesmo. Faltaram apenas chorar de emoção.
Agora, já que cortei e ficou bom, deu uma vontade de mudar. Não sei ainda o quê, mas não posso perder essa chance. Preciso amadurecer essa idéia.
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Hoje, fiquei preso em um engarrafamento. E poderia ter sido terrível, como geralmente é, mas não foi. Pelo contrário, quis que durasse dias. Estava com dois amigos e conversávamos sobre relacionamentos, ciúmes e essas besteiras de gente sem assunto. A conversa, no entanto, foi das mais interessantes, por conta das pessoas. Somos tão diferentes (mas tão diferentes!) que, o que tinha tudo para se transformar em uma interminável discussão, acabou sendo uma aula de tolerância. Chega a ser bonito ver pessoas diferentes, expondo seus pontos de vista e aceitando as divergências alheias.
Sabe esse mundo melhor - onde as pessoas vão se respeitar, se amar e etc. - que a gente vive dizendo que um dia existirá? Provei dele e recomendo!
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Nada é mais ignorante que desmerecer algo que não se entende. Geralmente, as pessoas fazem isso com as poesias. Os grandes poetas dão significado profundo demais a palavras muito simples, e as pessoas acabam menosprezando. “Isso que é poesia? Ah! Mas isso eu também escrevo!”.
Hoje, me senti um desses. Estava estudando Sociologia e não entendia nada! E parecia muito simples. Um tanto de exemplo, um tanto de caso... umas situações tão triviais. E me surpreendi pensando exatamente isso: “se for assim, sou sociólogo!”. É complexo demais para o meu intelecto – ou simples demais, não sei.
Esse povo estuda tanto, para ficar analisando fatos tão “bestas”. Se eu tiver mesmo entendido, o que os faz autores e me faz aluno é o simples fato de eu não ter pensado naquilo antes. Espero estar enganado. Ou escrevo, ainda esse ano, um Tratado Fenomenológico sobre qualquer coisa!

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