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terça-feira, 15 de julho de 2008

Estrofes.04

Dia desses, um dos meus chefes (“um dos” porque eu sou pluri-proletário) disse que eu sou “pérfido e dissimulado”. Assim, numa conversa informal. Nós nem estávamos discutindo e ele soltou essa bomba. Lógico que estou remoendo isso há dias, e descobri: alguém não me conhece. Só não sei se é ele ou se sou eu!
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Férias é tempo de pensar na vida. Sendo assim, eu estou começando a achar que as culpas dos trágicos términos dos meus relacionamentos são todas minhas. Que ninguém é obrigado a gostar de mim porque eu, simplesmente, não mereço. Que a minha falta de simpatia justifica qualquer rejeição que eu sofra nos ambientes que freqüento e que eu nasci para ser sozinho, não gosto de gente.
Ai, agosto!
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Estou super envolvido com os preparativos pro meu aniversário. Até demais, eu diria. Não há uma parte do meu corpo que não esteja doendo – força de expressão, tá?. Estou, há dias, rebocando e pintando. E, amanhã, começo a recortar bandeirinhas. Se tudo correr bem, será melhor do que imaginam.
Só lamento algumas ausências já avisadas. Pessoas importantes que, por um motivo ou outro, não virão. Ah! Eu fiz o que pude. Não posso obrigar ninguém!
E não! Não vou citar nomes.
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Tenho ido mais à escola de dança e já estou começando a fraquejar. Eu sempre desisto de tudo que começo a fazer. Esporte, curso... Eu desisto até das pessoas.
Não que eu não esteja gostando, porque eu estou. Mas a dança de salão exige de mim tudo o que eu não tenho: iniciativa. Não bastasse eu precisar me preocupar com os passos, a posição das pernas, o ritmo e tudo mais, eu tenho que conduzir a dama! Con-du-zir! Eu mal sei andar para a frente a bater palma ao mesmo tempo, e preciso “direcionar” os movimentos de outra pessoa!
E é claro que as mulheres já perceberam que eu não sou dos melhores e correm de mim.
Tudo bem! Esperem até eu virar o ás do salão! – risos.
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Como nem tudo é tão ruim, hoje eu “ri horrores” da cara de uma mocinha no ônibus enquanto o passageiro a seu lado deliciava-se com a Playboy da Mulher Melancia.
Não sei se ele folheou, porque, todo o tempo que estive próximo, ele passou examinando atentamente cada pixel da foto da capa...

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