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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Manual de Instruções

Minha mãe diz que eu sei fingir que sou legal. Quando quero! E que, tendo dormido e me alimentado bem, até consigo ser uma boa pessoa.
Tenho inúmeras amigas e todo mundo acha que eu namoro todas elas. Já até desisti de negar.
Sempre lanço bordões entre os meus amigos. Repito insistentemente até todos assimilarem e passarem a utilizar também. Quando isso acontece, eu deleto do meu vocabulário. Detesto ser comum!
Tenho cara de biscate e, se eu pegasse metade do que dizem que eu pego, não teria tempo nem pra ter Orkut.
Morro de ciúmes das minhas amigas que namoram e vou morrer desidratado quando a primeira delas se casar.
Ganhava de todo mundo da rua na Queimada! Até uma vizinha espalhar que meu ponto fraco era o joelho. A culpa é dela de eu ter me tornado sedentário!
Sou líder de tudo desde criancinha. Era orador nos eventos, chefe de turma, ajudante das professoras. No Fundamental, eu percebi que isso afastava as pessoas de mim. Fiquei mais quietinho no Médio e, no Superior, fui eleito Representante de Turma por unanimidade dos votos sem me candidatar. Prefiro acreditar que transmito credibilidade.
Tenho alergia a quase tudo.
Não sei jogar futebol e sofria muito na escola por isso quando criança. Não ligo mais.
Já fiz teatro, dança, capoeira, judô, natação e vôlei. E fui muito bom em tudo isso. Só nunca soube levar nada adiante.
Sou Câncer com ascendente em Peixes, o que faz o meu humor ser absolutamente instável e oscilar sempre para a depressão. Além disso, dá um desnecessário grau de emoção a tudo que penso e faço.
Ganhei o Livro de Ouro da escolinha em que estudei e passei em primeiro lugar no primeiro concurso que fiz na vida, ao fim do terceiro período.
Odeio piscina e tenho medo de mar. Sempre me sinto nadando em urina e sendo perseguido, de perto, por algum tubarão imenso que a água turva não me permite enxergar.
Não gosto de pentear cabelo. Mas nego até a morte quando outras pessoas dizem isso!
É “estilo”, gente!
Fui gordo na infância e, até hoje, não venci meus complexos. Não ando sem camisa, não uso roupas justas...
Dirijo bem e sou o motorista revelação da família. Ninguém acreditava que, um dia, eu conseguiria ligar um carro.
Fui uma criança apática. Nunca gostei de brincar, não tinha amigos e não fazia bagunça.
Cuspi uma chupeta embaixo do fogão certa vez e nunca ninguém a encontrou.
Sempre me considerei inteligente. Até chegar à Faculdade...
Tive medo de escuro durante anos. Até o dia em que apaguei a luz e pensei “Vai dormir, viadinho!”.
Sei escrever e ler em inglês, mas não entendo nada que ouço.
Sou conhecido pela falta de paciência. Nunca me esforcei pra ser simpático.
Prefiro fazer tudo sozinho a ter que confiar nas pessoas. Sou egoísta, eu sei! Mas sempre confio mais em mim.
Desenvolvi a criatividade pela simples vontade de aparecer mais que todo mundo. E hoje vejo que foi o melhor que podia ter feito.
Aos oito anos, venci meu primeiro concurso de redação. Depois, foram mais três. E nunca mais quis parar de escrever.
Estou no meu sexto blog. Mas sempre deleto todos porque, geralmente, gosto de escrever quando estou triste. E acabo escrevendo só tristezas!
Quando criança, eu comia também as unhas dos pés. Minhas pernas cresceram e, hoje, só alcanço as das mãos.
Adorava danoninho, mas não agüentava nem o cheiro de yakult.
Escolhi minha profissão pensando no futuro, mas pode ser que, para isso, eu precise sacrificar, um pouco, o meu presente.
Meu maior sonho é morar sozinho.
Nervoso, eu só acalmo com chocolate.
Faço xixi toda hora. Dizem que pareço uma grávida.
Não bebo, mas adoro Tequila!
Sempre quis andar a cavalo, mas tenho um pouco de medo. E alergia, é claro!
Já atropelei um portão, uma cerca e duas árvores! Não sofri nenhum arranhão, e isso é o que importa!
Na única vez em que desrespeitei uma regra na escola, caí, machuquei e tenho, até hoje, a cicatriz.
Não sou muito criativo para cumprimentos e gentilezas. Independente do que você disser ao me ver, eu responderei “oi, tudo jóia?”. O que gera alguns constrangimentos, como “ai, não acredito que é você! que saudade!”, “oi, tudo jóia?”. Para despedir, é “tchau, até mais”, para conhecer é “prazer, caio” e para recusar é “não, não, obrigado!” – assim mesmo, com dois nãos. Sempre. Acho que só aprendi essas frases na infância. E elas já saem involuntárias. Não é falta de educação. É (mau) hábito.
Durmo de boca aberta e babo demais. Chego a acordar, às vezes, por mudar de posição e encostar o rosto no travesseiro “úmido”.
Acredito no amor, mesmo não o conhecendo em sua plenitude. Acho que estou me acostumando a esperar...
Gosto de comidas gordas. Não me ofereça nada light!
Tenho vários encurtamentos e não consigo nem sentar com as pernas esticadas.
Adoro sorvete no frio. De jaqueta, meia grossa, cachecol... E napolitano!
Tenho sangramentos nasais com relativa freqüência. Acontecem sempre quando eu menos espero, nos momentos mais impróprios. E, geralmente, isso é bem divertido!
Gosto de quase tudo o que ouço, o que me faz eclético. Mas sou implicante com o que não me agrada.
Acho que não há nada que eu mais goste de fazer que conversar. E meus amigos são quem melhor o sabem fazer.
Como muito. Quando não tenho nada para fazer, quando tenho coisas demais, quando estou fazendo algo... Comer é sempre bom!
Gosto de estudar deitado.
Não sou muito exigente não, mas, se existe algo de que não abro mão, são as minhas oito horinhas diárias de sono.
Tenho sono pesado. Pode acender a luz, abrir a porta, e, se conversar comigo, eu até respondo (mas, depois, não lembro nada!), só NÃO GRITE! Não sou muito educado acordando...
Gasto meu salário todo com roupas, CDs e comida. Adoro não ter contas a pagar.
Não gosto de dever dinheiro. Nem pra minha mãe. Sempre acho que me olham com cara de “Ah, cara dura!”.
Sou extremamente fraco para doenças. Espirre perto de mim e ficarei gripado. E qualquer resfriadinho me põe de cama. Posso estar com uma rotineira crise alérgica que pareço sempre à beira da morte.
Fisicamente, sou um tipo comum. Sempre “lembro alguém”, e você, com certeza, conhece alguém que é a “minha cara”.
Costumo ouvir muito antes de opinar. Demoro a me sentir seguro. Só que, geralmente, isso denota um certo desinteresse.
Tenho muitas qualidades e muitos defeitos. E uns tentam sempre compensar os outros.
Vai depender do que você gosta mais!

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