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quarta-feira, 30 de julho de 2008

"Mãos para o alto, isso aqui é uma blitz!"

Estava eu, feliz e saltitante, dirigindo, há pouco mais de uma hora, pela Praça da Liberdade quando... BLITZ! Tantos cones e tantos policiais que, a princípio, confesso, eu nem sabia o que fazer. Reduzi – muito – a velocidade e passei por eles, super devagar, esperando algum sinal. Mandaram virar, virei; depois, seguir, e segui. Nada mais pediram, hora de dar tchau! Já tinha dobrado a esquina quando uma viatura veio por trás.
Claro que a minha primeira blitz tinha que ser com classe, não é?
Dois policiais armados e falando alto. Igual filme mesmo! Com direito a mãos no veículo e tudo mais. Não pus as mãos em lugar nenhum porque também não era para tanto, mas desci (descemos, eu e a amiga que levava no banco do carona) e fiz o que pediram. Um deles perguntou por que eu não tinha parado e se espantou quando eu respondi porque você não pediu!. Deve ser alguma convenção social parar na frente da polícia. Só que eu na sabia. Ninguém pediu, não tenho que adivinhar.
Eles perceberam logo que não precisavam apontar aquele tanto de pólvora na minha direção e me pouparam desse constrangimento. Pediram o documento do carro (ok!), a minha carteira de habilitação (ok!) e os conferiram, um por um falando, no radinho com a central. Olharam – bem rapidamente – dentro do carro, fizeram mais algumas perguntas e tudo virou quase brincadeira. Aconselharam minha amiga – que, a essa altura, tremia de medo – a voltar para o carro, já que estava fazendo muito frio, disseram pra eu prestar mais atenção a noite e um deles até riu da situação.
Eu não fiquei nervoso não. É o trabalho deles e não me trataram mal. Claro que não pediram licença, nem por favor... mas eles são policiais, e não manobristas.
A propósito, as novas sirenes são bem mais bonitas mesmo. Ainda não tinha percebido. Têm um design mais moderno, não fazem barulho e brilham muito, uma gracinha!
A princípio, eram dois policiais, mas eles haviam pedido reforços e, nesses míseros instantes que passamos juntos, chegaram mais duas viaturas, e eu acho que contei mais cinco, totalizando sete. Nove com a minha amiga e eu. Uma situação bem divertida. No fim, o último a chegar – que parecia ser o diretor da cena – quis saber o que havia dentro carro – no caso, a amiga – e um deles ainda disse algo como ele tá só levando a namorada em casa, libera isso logo.
Eu pedi desculpas pelo transtorno, eles também, mas daquele jeito policial de ser – que eu bem conheço – de quem não dá o braço a torcer e, no máximo, se envergonha um pouquinho quando erra.
Uma pena não terem me testado no bafômetro. Estou doido para conhecer um.
Meus pais vão morrer quando souberem. E a minha amiga quase morreu também. Sinceramente, eu fiquei feliz no final. Não por terem apontado armas para mim, é lógico. Mas por ver o quanto os policiais me trataram bem. Sem esse mito de Capitão Nascimento comedor de criancinhas. E, principalmente, pela rapidez com que se reuniram três viaturas e sete policiais. É importante para o sono sossegado da minha mãe acreditar na eficiência do policiamento das ruas (e para o meu também). Mesmo que a cidade seja um pouco maior que a Savassi...

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