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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Estrofes.06

Um colega de sala me perguntou sobre uma questão de um trabalho da faculdade no MSN hoje. Eu tinha um tanto de outras coisas – mais importantes – para fazer, mas, claro!, fiz questão de ajudar. Cinco minutos inteiros de vida, eu passei, apenas digitando uma explicação o mais didática possível. Que fosse clara e objetiva, sem deixar de ser completa. Ele agradeceu de forma não muito convincente e eu não rendi assunto. Explicar, eu posso, mas não tenho como forçar ninguém a entender o que eu digo. Principalmente, se esse alguém parece não concordar/acreditar nas minhas palavras.
Na sala de aula, mais tarde, o mau elemento repetiu a pergunta, só que, dessa vez, para o professor. E OS MEUS CINCO MINUTOS? E AS COISAS QUE EU DEIXEI DE FAZER? E OS NEURÔNIOS QUE EU QUEIMEI FORMULANDO AQUELAS FRASES?
Eu teria ficado realmente PUTO com ele se o professor não tivesse respondido O MESMO QUE EU! Nem melhor, nem pior, até com as mesmas palavras.
Ufa! Esse alívio todo é também chamado de “tempero doce da justiça”...
.
Nessa mesma aula, eu caí na besteira de fazer uma pergunta. Eu NUNCA faço perguntas. A maioria dos alunos da minha sala sabe – e estuda – muito mais do que eu e, geralmente, faz perguntas tão bem elaboradas, que eu costumo não entender. Nem a pergunta do colega, nem a resposta do professor.
Mas, hoje, eu estava encucado com uma frase do texto e não resisti. E não podia ter sido pior. Foi nos últimos cinco minutos, o professor segurou todo mundo, atrasou a aula e falou, falou, falou... Falou tanto e respondeu tão pouco, que uma menina me cutucou e explicou. Eu havia entendido errado. Caí numa típica pegadinha de pronome demonstrativo (ai como eu me odeio!) e fiz a maior confusão. Sorte que pouca gente percebeu. As pessoas estavam ocupadas demais em me odiar pelo horário.
Pronto! Até o fim do semestre, não ouvirão mais a minha voz!
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Eu sou um pouco idiota.
Andei odiando uma pessoa aí, fiz a maior torcida pra ela se estrepar na vida (ai, que bonito da minha parte!) e, agora que meus maus pensamentos fizeram efeito, eu tô com dó.
É! Não sei.
Ela – preciso dizer que ELA = PESSOA? – tá lá, toda fudida na vida, sozinha, mal falada, mal amada e sem o menor apoio, e eu tô aqui procurando qualidades naquilo.
Ah nem!
Está sendo como o caso da taxa de matrícula da UFMG, que eu era tão radicalmente contra, e, agora que a súmula vinculante de número 12 – yes! eu faço direito! – julgou inconstitucional aquela palhaçada, eu dei pra repensar.
Ano que vem, com o REUNI, a Faculdade terá mais alunos, e, com o bônus – absurdo – para escolas públicas, mais carentes! Será, mais do que nunca, importante uma assistência bem estruturada para dar conta da demanda. Imagina quantos alunos perderão os benefícios e...
Ah, que se fodam!
Merda! Acho que estou ficando bonzinho...

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