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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Por que a beleza te escolheu?

Para a solteira mais linda que eu conheço
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Gente bonita dá medo!
"O homem é o lobo do homem" é muito mais amplo do que parece. Não diz respeito somente às guerras, aos crimes e às injustiças. O homem é seu próprio lobo em tudo. É ele quem se poda, quem se desacredita, quem se limita. Para se tornar incapaz, você só precisa se sentir assim.
Geralmente, aqueles que se sentem menores são os que maiores querem parecer. Os que, por medo das comparações - naturais -, põem-se acima delas, tentando fugir do convívio das pessoas normais. Mas esses não são bonitos não. Apenas fingem ser, e fingem acreditar nas mentiras que criaram – e criam – para impressionar (a quem?).
As realmente bonitas mantêm-se, também, afastadas, mas não por opção. Cria-se, em volta delas, um cordão de isolamento feito de rótulos. “Mulheres bonitas não podem ser inteligentes”, “homens bonitos são cafajestes”... é a tendência natural do homem à compensação, a necessidade do “mas”. Se algo parece bom, redobra-se a atenção na busca de um porém, por menor que ele seja. Claro que ninguém é perfeito, mas pode brincar de ser até que alguém aponte o contrário – ou seja, por pouco tempo.
O resultado é a solidão. Ficam sós os inseguros, por espantarem toda e qualquer aproximação externa, por fingirem não precisarem dos outros. E ficam sós os “bonitos”, que, por medo dessa solidão, querem ser cada vez mais bonitos, e, quando são, não entendem o que lhes falta, e deixam de acreditar em si mesmos. E poucos são os que se consideram suficientemente bonitos para tentarem alguma aproximação. Geralmente, a beleza alheia é vista como um empecilho, um abismo intransponível, que impede o estabelecimento de qualquer relação. Aí, a insegurança dá a mão pra solidão e não fica ninguém a salvo.
As pessoas tornam-se ilhas, das quais almas atormentadas observam ao redor, buscando companhia, compreensão. E é lógico que não encontram! Quem vai se arriscar, a nado, nesse mar de tubarões?

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