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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Quem é que manda nisso aqui?

Eu enfrentei uns momentos difíceis recentemente e, na minha última grande crise existencial, decidi não mais me deixar envolver com as pessoas. Não quero bichos, nem plantas, antes que alguém sugira. Mas preciso admitir que não entendo os humanos. Até aí, tudo bem! Eu vivo decidindo isso e volto, sempre, atrás.
Pois é, voltei! Comecei a discutir constantemente com um ser vivo desprezível que não merece nem nomenclatura, e pronto! Adoro gente que discute! Na verdade, gosto de ser posto em xeque. Parece estranho, mas implicâncias – grandes ou pequenas – me atraem bastante.
Começou meio por acaso. Poucas conversas, poucos “esbarrões”... até que, de repente, lá estava eu envolvido mais uma vez. Ou pior, aqui estou eu remoendo isso. Claro que não estou amando, do verbo não consigo viver sem, nem gostando eu estou. Mas ando querendo demais. QUE-REN-DO. Do verbo que-rer, transitivo direto que exige qualquer objeto que não inclua nenhum sentimentalismo. O fato é que eu quero e já não nego mais. Com esse que-rer significando vou pegar, pode escrever!.
Só que, como as coisas não poderiam ser tão simples, as briguinhas tomaram forma e, não sei como, encerraram abruptamente a nossa convivência. Quando digo que “não sei como isso aconteceu”, quero dizer que não sei mesmo. Pode ter sido um mal entendido talvez. Porque eu não disse nada que justifique a violência desse “rompimento”. Reconheço os excessos do meu sarcasmo e o perigo que isso acarreta, mas esperava um pouquinho mais desse raciocínio em especial.
Como desgraça é carente e só acontece em grupo, não bastasse o ocorrido, a última palavra do conflito não foi minha. Olha, eu já briguei com muita gente, mas, quem briga, sou eu, e, dessa vez, NÃO foi! Quem põe fim aos meus relacionamentos, sou eu. Quem encerra as minhas discussões, sou eu. E, desse prazer, eu não abro mão.
Agora, eu não sei o que fazer. Não sei mesmo! Não vou admitir, é claro!, mas – PARABÉNS! – estou, realmente, encurralado! Odeio essa situação. Odeio e adoro. A cada instante, eu quero mais. Caramba, que cartada! E eu me achava tão esperto...
Cabe ressaltar que, nessa mesma última grande crise existencial, eu decidi não mais me esforçar para encantar as pessoas. E deixei, um pouco de lado, a vaidade. Parei de combinar as cores, de escolher as roupas que vestir... fiquei bastante desleixado. E estou, sempre, com cara de quem está sofrendo muito – só que todo mundo tem certeza de que é por amor! Não sei mais ficar bonito! E isso é tão importante nessas horas...
Quando toda essa raiva passar, vou deprimir, sofrer um pouquinho, cortar o cabelo e comprar roupas novas. Estou mesmo precisando de cores mais vivas...
ÓDIO!

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