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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Retrospectiva 2008

A cidade inteira já está enfeitada. Desde outubro, os panetones estão em promoção nos grandes supermercados e parece que o Papai Noel vem galopando a mil em seu trenó. Fim de ano geralmente me deprime. Gosto muito das férias (apesar de, esse ano, eu aceitar trocá-las por qualquer coisa!), mas sou muito ligado ao tempo e o vejo sempre de forma negativa. Dezembros nunca me trazem "mais um ano vivido", o que sinto é, sempre, "menos um ano a viver". E é nessa época que começamos a rever as nossas vidas. Todos nós iniciamos os anos com metas e quase nenhum de nós as conclui a tempo. E elas se repetem sempre, até caírem no esquecimento.
Como amor próprio não é o meu forte, já comecei a me martirizar por conta isso. Mas, pela primeira vez na vida, sinto que estou satisfeito. Em 2008, eu entrei pra Faculdade, comecei a trabalhar, passei em um concurso público, me apaixonei, venci uma eleição importante, fiz inúmeros novos amigos e, principalmente, mantive os velhos e bons sempre por perto. Os meus principais objetivos eram "carteira de motorista, vestibular e emprego" e o primeiro eu já trouxe pronto de 2007. Se, nesses últimos quarenta e poucos dias do ano, eu conseguir juntar dinheiro e praticar algum esporte, 2008 terá cem por cento de aproveitamento! Se não, e é o que acredito que acontecerá, estarei satisfeito ainda assim por ter conseguido alcançar todos os objetivos possíveis a que me propus. É com alegria que concluo uma análise tão positiva e, principalmente, é gratificante perceber que nada disso ocorreu de forma fácil. Tudo dependeu de trabalho, esforço e dedicação, e eu consegui. Fui forte sem deixar de ser frágil, determinado sem vencer a preguiça, corajoso e sempre inseguro. Fui capaz de me adequar a tudo o que a vida exigiu de mim, e isso não foi nada fácil.
Agora, é divertido pensar que eu não quero mais nada de grande. Até o fim do ano, vou curtir a delícia que é não querer nada. Estou de férias disso. Não peço, não luto, não preciso mais me empenhar. Posso sentar e desfrutar os bons resultados que agora me cercam. Como "colher o bem que plantamos", mas em uma safra rápida demais. Tenho ainda alguns dias nos quais eu só quero coisas simples, no melhor estilo "hoje, eu só quero que o dia termine bem". Meus atuais sonhos são um fim de semana no campo, uma nota boa em direito privado ou um all star de couro... Claro que quero juntar dinheiro e praticar esportes agora por uma questão de honra, para rir da cara do tempo, mas não sei se vou conseguir superar a preguiça. Talvez eu deixe isso para 2009. Só pra não ter que começar do zero o ano.
Por enquanto, vou passar meus últimos dias agradecendo. Agradecendo, não querendo e me divertindo com isso. Pela primeira vez, posso caminhar ao lado do tempo, de mãos dadas ou não, sem precisar apertar o passo. Já tenho a que brindar no ano-novo.

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