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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Inconstanciou

E ri, e chora, e, depois, volta ao normal... Grita, às vezes, mas já não se leva mais a sério. Sabe que passa! Não quer pensar, por saber que isso só aumenta a dor, mas não consegue fugir, e sofre. Rola na cama, chora, perde o sono. Tem um sonho bom e acorda sorrindo. Tem dias felizes, piadas, amigos. Despede-se e volta a ser triste. Até se distrair com qualquer coisinha boba, e ser feliz outra vez.
Sobe, desce, caminha pela casa, escreve alguma coisa. E rasga... Porcaria! Acalma-se com a certeza de que tudo vai ficar bem. Mas tem mesmo certeza disso? Volta a sofrer. Prefere acreditar no amor... mas acredita? Vê-se fraco, feio, comum, e “como alguém pode se interessar por aquilo?”. Pior: como alguém pode dizer que ama aquilo?
Um sorriso, uma lembrança daquela falsa carinha de desdém e “sim!”. Tudo parece mais fácil, concreto. Até que voltem as dúvidas. Sente-se especial, escolhido. Iludido, imbecil. Ignora tudo isso e segue em frente. Enquanto pensar e temer, nada há de fazer. E faz! Mas se arrepende. Ou não. Às vezes, apenas repensa. E age menos quanto mais pensa. Para de pensar! Por um ou dois minutos, não mais. E são esses os minutos mais felizes do dia...
Quando tudo parece insuportável, espera! Sabe que vai passar. A inconstância lhe permite viver várias vidas, conhecer vários sentimentos, e passear por todos eles em períodos de tempo cada vez menores. Porque até isso tem um lado positivo.
Tudo tem. E, o que não tem, deveria ter...

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