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segunda-feira, 30 de março de 2009

Alguém

Há dias que parecem não ter fim. As horas se alongam como um martírio e tudo o que pode dar errado realmente dá. Nessas horas, às vezes, só precisamos de um ombro em que repousar a cabeça confusa, braços fortes em que possamos soltar o corpo e o cansaço, palavras doces que não resolvem nada, mas soam sempre tão gostosas.
E há dias em que tudo dá certo também. Vez ou outra, as coisas saem melhor do que esperamos. E, então, o que queremos? Celebrar a vida e a felicidade que dela podemos obter. Abraçar e sorrir, festejar, comer alguma coisa especial, ou apenas “encher a cara” e falar alto em alguma mesinha de bar.
Há dias absolutamente normais, nos quais apenas alguns fatores, muitas vezes bobos, fazem-nos pensar em alguém. A vontade de comentar sobre aquele filme da tevê, ou um prato gostoso demais para não ser dividido. E, mesmo quando nada demais acontece e a vida segue como que no “piloto automático”, em algum momento do dia ou da noite, um som diferente, um ventinho, uma música, há sempre algo que nos faz buscar alguém, seja na memória ou no futuro. A vida precisa ser dividida. Por melhores – e mais fundamentais – que sejam os momentos que passamos sozinhos, precisamos de alguém com quem compartilhar sonhos, ambições, histórias... Coisas boas demais para serem consumidas por um único coração. Somos maiores aos pares. E podemos ser ainda mais felizes.
Encontrar esse alguém não é a solução para todos os problemas da vida, é claro. Até mesmo porque quem encontra descobre uma infinidade de problemas que sequer imaginava que existissem (e existem!). Mas, por algum motivo bastante conhecido, os problemas parecem menores quando repartidos. Caminhamos até mais longe quando acompanhados, e não há dor que dois corações não suportem. Eles só precisam estar juntos.
Nossas vidas brilham muito mais quando refletidas nos olhos de alguém.


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p.s.: estou sem internet, e, há dias, não leio os blogs amigos. Desculpem o sumiço!

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