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segunda-feira, 9 de março de 2009

Desculpa

Você disse que só devemos pedir desculpas por aquilo por que realmente nos arrependemos. Não acredito que, principalmente a essa altura, pedir desculpas possa amenizar ou resolver qualquer problema. Mas reconheço a importância desse momento no ultrapassado clichê dos amantes. E peço desculpas então.
Desculpa pelo dia em que te conheci. Desculpa pelo dia em que quis ter algo com você, pelo dia em que quis você pra mim. Desculpas por ter acreditado, por ter esperado, desculpas por ter brigado e cobrado tanto. Desculpe-me por ter te desejado e, desejando, pelo tanto que sofri, já que, sofrendo, fiz você sofrer também, suponho. Desculpe (e releve) as juras de amor que te fiz. Pior que elas, ignoremos as juras de amor que ouvi, e, mais que isso, desculpe o sorriso bobo de ouvinte apaixonado que tantas vezes estampou essa minha cara tola. Desculpe os planos que fiz para nós, desculpe eu ter criado, ao menos na minha iludida cabeça teimosa, um “nós” que unisse os nossos “eus”.
E, mais que tudo, eu peço – não, eu imploro – que me desculpe por gostar tanto assim de você.

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p.s.: E eu vou continuar escrevendo no blog sim. Independente do que isso desperte em você. Foi aqui que cantei o meu amor, e será aqui onde cantarei a dor que dele restou. Não leia se não quiser ver!
p.s.2: Mas não me desculpe por tudo o que, sinceramente, eu te disse hoje!

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