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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Descanse em paz, meu amor..

Hoje foi um dia de muitas mortes. Morreu um amor, coitado, numa batida terrível entre um relacionamento e expectativas que não deixou sobreviventes. E parece que a bruxa está solta mesmo. Morreram crianças que ainda nem nasceram. Morreu um apartamento com varanda, morreu um carro prateado com teto solar, não sobrou nem o cachorrinho peludo com cor de caramelo. Morreram paredes coloridas nos cômodos, uma geladeira com lugar de tirar água na porta, um cabideiro horroroso.
Morreram almofadas de dois lados, um de oncinha e, o outro, preto. Brigas e mais brigas deixarão de acontecer, assim como finais de semana de estudos, paixão, pedras de gelo e séries da tevê a cabo. Morreu um capítulo do livro que eu ainda nem escrevi, meias jogadas pelo chão, fora um tanto de risadas e choros que provavelmente eu gostaria de viver. Morreu uma pasta no computador, um perfil único no orkut, um tanto de textos no blog e updates no twitter. Morreram músicas românticas, um ato social, trufas de maracujá, tanta coisa!
Morreram sonhos, morreram cobranças. Assassinamos um futuro e, agora, eu só tenho a dúvida pra cultivar. Vou regar para sempre o pezinho do “se”, e não há de brotar nada, eu sei...

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