Páginas

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comentário de especialista

Olá Estranho!


Se comentários pudessem ser feitos no seu blog, você já estaria cansado de ler meu nome lá. É um fato engraçado... há muito tempo eu acessei o Dacoxia (por sinal, o que é isso??) e encontrei um post que nem me lembro qual é, mas achei tão... tão.. qual seria a palavra.. simplesmente "tão!" que nem continuei lendo. Porém, por ironia do destino e da tecnologia, que tem se mostrado como a única forma (eficaz) em manter contato com velhos amigos, comecei a reparar seus constantes posts no Twitter e pensei "Se ele consegue se fazer interessante em 140 caracteres, deve haver algo 'a mais' em seu blog". E tem.

Ao ler os posts, desde os mais atuais aos mais antigos (não sei se essa foi a forma correta de ler) me deparei com uma pessoa totalmente diferente do que eu pensava. Nós temos a equivocada mania de julgar um livro pela capa. E foi isso que eu fiz. Explico-me:

Como te conheço há uns 13 anos, me lembro exatamente do jeito que você costumava ser no período em que convivíamos. Engraçado, divertido, extrovertido, inteligentíssimo. Apesar de criança, era sagaz; tinha tiradas inteligentes, e percebia qualquer tipo de armação. Você pode discordar disso, mas é verdade. O nosso afastamento veio naturalmente com o passar dos anos, mas a famigerada tecnologia nos manteve "em contato".

E durante esse tempo, o Orkut me mostrou um Caio extremamente de bem com a vida, sem problemas, sem preocupações.. somente desfrutando das maravilhas da vida ao lado de milhões de amigos. Sabe quando você acha que a pessoa estão tão bem e tão feliz que nem tem tempo para mais nada? Pois é, era esse estereótipo que eu tinha de você. Mas como assim alguém que te conhece há tanto tempo cria estereótipos?? Era inevitável pensar assim, e óbvio também.

Mas... aí veio as twittadas e os posts no blog.

Como assim o Caio se sentia daquele jeito retratado?? Como assim ele se sentia sozinho no mundo??

Simplesmente não entrava na minha cabeça essa situação. E a cada post que eu leio, mais intrigante fica (sim, no presente, pois não acabei de ler o acervo). "São pensamentos soltos traduzidos em palavras" eu diria, mas não tão soltos, pois formam um encaixe perfeito. No início, eu não conseguia encontrar ali o Caio que eu conhecia, ou que o Orkut me apresentou. Pensava: "Ele tem tudo! Inteligente, bonito, sociável, independente, gente boa! Só pode ser cena!".

Mas conforme fui lendo, a 'revolta' passou e comecei (não vou ter a pretensão de dizer que 'entendi') a compreender o que escrevia.

Desilusão amorosa? Insatisfação profissional? Não... o que eu leio é algo mais complexo, muito além dessas simples definições. Algo muito estranho, muito confuso. Algo que dificilmente outra pessoa, senão você, entenderia de verdade.

Bom, o que eu quero com esse texto não é tentar desvendar mistérios do hipotálamo, muito menos tentar bancar a amiga preocupada após anos. Quero apenas dizer que com essa experiência pude me antenar para o fato de que muitas pessoas próximas nem sempre estão passando pelo momento que julgamos. Às vezes nem damos importância, e achamos que a pessoa está "feliz demais" para se preocupar conosco. Mas, muitas vezes, são eles quem mais precisam de um ouvido amigo.


E PQP! Eu vou ter que me banalizar e dizer "Conte sempre comigo"???

Você sabe disso... Pois você é um amigo tão... tão... simplesmente 'tão'!


Flávia

Nenhum comentário:

Postar um comentário