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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cinco agora

Segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 – 23:50

Arrumei mesa para cinco, descongelei a pizza e preparei meu espírito para receber Guilherme, Raíssa e Lucas com toda a simpatia possível. Gui tinha prometido chegar de manhã. As 19:30, devolvi a pizza pro freezer, antes que ela estragasse e improvisei algo para comer, já que eles não chegariam mesmo. Estava dando eles por mortos quando ouvi alguém gritar meu nome do lado de fora da casa. Respirei aliviado finalmente. Não queria admitir, mas estava preocupado, pensando um tanto de coisas ruins que poderiam/deveriam ter acontecido.

Abri correndo a porta. Entraram Rodrigo e Leo. Um pouco depois, a Ana. Os três que eu achei que só chegariam na semana que vem. São super divertidos. Achei que não gostaria deles, porque não costumo gostar de ninguém mesmo, mas a primeira impressão foi ótima. Rodrigo é super falante, lembra meu primo Henrique. Super antenado com marcas de roupas e notícias de futebol, é cheio de gírias e tem aquele jeito playboy de rir e conversar. O Leo é mais tímido, parece ter quinze anos (e, assim como Rodrigo, tem apenas 18), fala menos e ri mais. E a Ana eu acho que é meio autista. É uma das mais velhas da turma e, em matéria de viagens internacionais, parece ser a mais experiente. Conversou menos com a gente porque desaparecida de vez em quando.

Nossa primeira noite a cinco foi bem divertida, eles estão me ajudando a tomar as latinhas de Coca e já estamos mostrando, rapidamente, nossas manias e peculiaridades. E o mais legal é que os três são do Sul, e tem sotaque bastante carregado. Já vi que vou sair falando “tu fostes” e “daí”. Haha.

A princípio, eu sou o mineiro debochado com mania de limpeza e criado pela babá. E o mais responsável também, tanto que sobrou pra mim a tarefa de acordar todo mundo amanhã. O que significa que, se eu não acordar, ninguém acorda e ninguém vai trabalhar!

E, entre nossos planos futuros, faremos uma festa, uma lasanha, um jantar e cada um de nós precisará cozinhar uma comida típica do seu estado em algum momento dos próximos três meses. Já me pediram pão de queijo e eu preciso de uma receita fácil (aceito sugestões). Sorte minha, o último mineiro a chegar deve pegar TUTU DE FEIJÃO e, né?!, BEM mais difícil...

E nada dos outros três meninos. É triste dizer, eu sei. Mas acho que morreram!

p.s.: me incomoda um pouco eles dizerem “susse”. “tá susse”, “fica susse”, “isso é susse”. Como bem me disse o Gui certa vez, essa convivência não será “susse”.

p.s.2: Rodrigo quis ser engraçado, falou demais e acabou fazendo uma piainha mais que racista, da qual o Fernando não gostou muito. Na verdade, ele não gostou nada, e até reclamou. Eu tentei entrar no meio e quebrar um pouco o climão, porque vi que não foi por querer. Mas Fernando ficou meio assim comigo também. Aí fiquei calado e me dei o direito de rir DEMAIS da falta de jeito que tomou conta do Rodrigo. Eu poderia ajudar, eu sei, mas minutos antes ele disse que eu parecia “desocupado” pelo “tanto de bobagens” que eu dizia no grupo de e-mails. E esse é o tipo de comentário que eu não perdôo...

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