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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sugar Sugar Sugar

Segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 21:26

Hoje deveria ter sido o meu dia de gente em Reno. Minha lista de compras tinha três colunas e minha cabeça vem fervilhando há dias com a simples idéia de visitar um lugar civilizado. E não foi exatamente o que eu esperava.

Para começar, não acordei. Despertador tocou em vão e dormi quase uma hora a mais que o esperado. Peguei minha lista e uma mochila vazia e saí correndo com a Roberta rumo ao ponto de ônibus. Descemos em Truckee, cidade média aqui da região, pegamos nossa plaquinha de carona e fomos pra estrada. Na verdade, antes disso, procuramos um lugar em Reno onde tomar um café da manhã tradicionalmente obeso/norte-americano, mas não encontramos. Chegamos à rodovia, mas descobrimos que pedestres são proibidos de trafegar nelas. Descobrimos, ainda, mais tarde, que os pedestres são proibidos de pedir carona na rodovia (até mesmo porque eles não podem nem PISAR na rodovia), é ilegal.


Cinco minutos e um FUCK YOU (proferido lentamente por um barbudo estranhíssimo) depois, e um carro parou. Um casal de irmãos num carro imundo. E, antes que entrássemos, a mulher segurou a porta e disse NO GUNS NO KNIFES?, e eu ri alto imaginando a possibilidade de responder OH JUST A MINUTE e tirar um faqueiro completo dos bolsos. Conversamos bastante com eles. Ela nos contou que pedir carona na rodovia era ilegal, Roberta inventou uma história imensa e super mentirosa pra justificar dois brasileiros perdidos no meio da estrada e eu não entendi o suficiente para participar, fiquei só sorrindo. Cruzamos o limite Califórnia-Nevada (porque Reno é em Nevada, não na Califórnia) e o motorista nos contou as inúmeras diferenças entre os dois estados, das quais destaco o fato de ele fumar maconha NA RUA na Califórnia e só EM CASA e Nevada, ainda que o dia inteiro, por conta das leis e tal. Tiramos uma foto para comprovar o incrível feito, mas sem que eles percebessem.

Descemos no centro de Reno, porque na história da Roberta precisávamos ir ao banco antes de tudo. Tiramos fotos na cidade inteira, na frente de um cartório de celebrar casamentos, num hotel em forma de circo, e até entramos num cassino.



Corremos para uma lanchonete (dentro de um cassino classe média) e pedimos logo o tão esperado café da manhã norte-americano. Panquecas, torradas, bacon, batata frita e REFIL de Coca. Cansamos de comer, conseguimos nem terminar. Teria sido tudo perfeito se eu não tivesse, por engano, jogado AÇÚCAR na batata frita achando que era SAL. NUNCA vou me esquecer da carinha da Rô, toda tímida, tentando me dizer de um jeito doce: CAIO, ACHO QUE TU PÔS AÇÚCAR NA BATATA EM VEZ DE SAL. Daí em diante, só rimos, não deu pra comer mais.

Pegamos um ônibus free, que passeava pelo centro de Reno (e eu dormi). Pegamos outro pro Walmart e já descemos logo na Starbuck, onde tocava CAETANO VELOSO (uma música que nenhum de nós conhecia!) e o vendedor ficou um pouco nervoso com a minha indecisão. Acho que a fila também!

Fomos a uma outlet de roupa, que não deu onda nenhuma, mas encontramos o PARAÍSO DOS SAPATOS! Todos os sapatos do mundo com descontos mínimos de 50%. Comprei um par de tênis lindo. Cinza, com cano alto e VELCRO. A COISA MAIS LINDA DO MUNDO! Viveríamos naquela loja se o chefe da Rô não tivesse ligado pra ela pedindo que voltasse correndo. Melou completamente nosso dia de compras. Ainda conseguimos correr ao Walmart pra comprar os itens URGENTES e INDISPENSÁVEIS da minha lista (desodorante, sabonete, ciroula...), porque eu não podia mais esperar.

Conhecemos um chileno no caminho, que achava que Porto Alegre era algum lugar RELEVANTE e que eu deveria ou poderia conhecer alguma coisa chamada Reggaeton – que eu ainda não sei se é de comer, beber ou passar no cabelo.

Foi uma pena não conseguir comprar tudo o que queria, mas me diverti bastante. Roberta foi uma excelente companhia, e nosso dia de aventuras foi inesquecível.

Como nem tudo na vida tem um lado bom, um menino me chamou de AUTORITÁRIO porque eu me ofereci pra organizar uma festa temática e de HIPÓCRITA porque eu disse não gostar da Lady Gaga. Porque eu devo ser obrigado a gostar daquilo, né?! Tem gente que eu nunca vou entender. E já nem quero mesmo...

2 comentários:

  1. Hahahahahahahahahaha. Sua história me diverte muito. Quando eu for rico, transformarei seu blog em livro e publicarei. ; ) Je t'Adore. P.S.: Você tá muito estranho.

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  2. hahah que lindo amor!
    as coisas n parecem estar tão ruins qnto vc diz... rs.

    mas, enfim, fiquei com raiva desse menino. se ele soubesse como são suas festas, não negaria sua ajuda. ah!problema dele. rs.

    te amo!
    morrendo de saudades...

    feliz ano novo! =)

    =*

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