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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pro Fundo

Tahoe City, Thursday, january 21, 2010 – 23:53h

Primeiro, eu preciso escrever um e-mail enorme pedindo desculpas ao Cadu por ter esquecido seu aniversário. Falei com ele todos os anos, desde que nos conhecemos, e, agora, eu simplesmente me esqueci. A princípio, tinha lembrado, e me programado (3 Carlinha, 9 Fá, 15 Cadu...), mas perdi a noção do tempo e só percebi que o dia 15 já tinha passado quando precisei escrever a data em alguma coisa que assinei no dia 19. Nem pra escrever no blog, eu presto atenção, porque os cabeçalhos geralmente ficam prontos no Word, eu só preciso apertar Enter. No ano passado, mandei mensagem pra ele da praia, de frente pro mar, e ele já diz que não recebeu (o que deve ser verdade, já que mandei mensagens pra outras duas pessoas no mesmo dia, e nenhuma delas recebeu também). Mas reconheço minha falha e pedirei desculpas.

Preciso contar que ontem quase foi o pior dia da minha vida, mas, graças a Deus, a data foi salva por deliciosos FISH TACOS num restaurante super gostosinho daqui. Para aumentar a diversão, um homem me confundiu com um amigo e pulou no meu pescoço quando passei perto, indo pro banheiro. Estava me levando pra sua rodinha de amigos quando percebeu minha surpresa e prestou mais atenção: Oh, my God! You look like my friend, I’m so sorry e etc etc etc. E estavam todos rindo tanto que eu não tive coragem de rir. Não na frente dele. Mas dei SHOW no banheiro... hahahahaha.

O dia foi ruim porque eu tive que trabalhar sozinho, do lado de fora e num dia de MUITÍSSIMA neve. Tempestade mesmo. Sem dupla, sem ninguém trabalhando em alguma outra coisa próxima e, além de tudo, sem hóspedes e, portanto, sem o que fazer. Em pé, passando frio, e esperando a morte chegar. Just it.

Hoje foi meu day off e não fiz NADINHA! Mentira! Descontei meu pay check, abri uma conta no banco (quem quiser me doar dólares, já poderá fazê-lo), comprei comida (cookie de peanut butter é o novo PARAÍSO, anotem) e ainda lavei minhas roupas de cama (porque, né?!, mais de um mês!). Deveria ter ido ao escritório usar o wi-fi também, mas a neve não me encoraja a nada. Vou amanhã, postar os textos acumulados no blog, responder e-mails e pôr uma ou outra fotinha no Orkut. Estão todos aqui em casa brincando, cada hora de uma brincadeira diferente, mas não tô muito pra socializar hoje não. Sem contar que o povo aqui é muito impaciente. Certeza de que eu brigaria com alguém.

Preferi assistir a um filme LINDO com Rô e Ana no quarto delas. Lindo é bem bondade minha. Porque é uma comédia romântica das mais previsíveis, mas é britânica (e eu entendi – quase – tudo, mesmo com aquele sotaque horroroso), e isso da um charme todo diferente, é claro. Não sei o nome, porque é difícil, mas nos divertimos muito, SOFREMOS demais e, agora, queremos nos matar. Porque, como eu já disse em algum post aqui, é uma covardia SEM TAMANHO fazerem a gente acreditar no amor como uma coisa tão linda, simples e POSSÍVEL como nos filmes. O resultado é gente frustrada como eu, passando dos vinte anos e ESPERANDO alguém bater a claquete e o – meu – filme começar a rodar. Queria um script bom, só isso. Com desencontros, mas ENCONTROS também. E com muita coisa dando errado no começo e no meio, pra eu ter muito o que CONSERTAR antes do fim. Só isso.

Mas eu já conheço bem os meus roteiros. São sempre iguais e essa simples constatação me faz protagonizar tudo com tanta preguiça!

A propósito, tá todo mundo aqui numas de discutir profunda e filosoficamente sobre o amor e suas desilusões, cada dia é um que me chama num canto e abe o coração. Não sem, antes, é claro, me encher de perguntas. E estou tentando digerir a conclusão de que, na minha vida, eu sei exatamente do que preciso (ou quero, não sei) fazer, e não farei. As coisas não acontecerão porque não têm mesmo (ou eu não quero, volto a dizer) que acontecer. Eu deixo as pessoas escolherem, sempre, tento ao máximo não impor meus planos e desejos. Aí, elas escolhem errado (ou certo) e eu aceito. Sempre. Não faço nada para mudar o rumo que as pessoas dão às suas vidas, ainda que influenciem – e muito – o rumo da minha. E pronto. Se os passos para a superação são ACEITAR/RECONHECER, REFLETIR/ENTENDER e MUDAR, estacionei no primeiro e não tenho pressa nenhuma. Não quero ninguém dizendo, depois, que eu forcei alguém a isso ou àquilo, ou que eu criei uma situação. Não mesmo. Prefiro que digam que fui omisso, que não fiz nada, mas pelas costas. Porque esses outros caminhos geralmente levam para bem longe de mim. E eu nunca sigo as pegadas...

Gente, tá no ar isso. Viram como até eu fiquei profundo?

Vou ali comer meus dois sacos de bombons em formato de coração que eu comprei no stand do Valentine’s Day no supermercado (o dia dos namorados, aqui, é no dia 14 de fevereiro, junto com os aniversários da Carol e da Regina – viram como eu ainda lembro?). Porque alguma vantagem eu preciso tirar dos dois dias dos namorados que terei em 2010, né?! Nem que seja PROMOÇÃO DE CHOCOLATE!

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