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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Haircut

Cortei meu próprio cabelo.

É, acertou, não deu certo! Não tinha mesmo como dar, né!? Uma pessoa sem coordenação motora suficiente para andar pra frente e bater palma ao mesmo tempo não pode querer cortar seu próprio cabelo e ACREDITAR no sucesso da empreitada.

Também não deu tão errado assim, cortei só a franja. Estava grande demais, entrando no olho, incomodando... aí eu peguei uma tesoura e cortei ponto final. Já tinha feito isso uma vez, em casa, e foi bem pior: molhei o cabelo, colei na testa, medi a altura da sombracelha e passei a tesoura. Esqueci que meu cabelo seco nem de longe lembra o molhado. Ficou no meio da testa. Dessa vez, pelo menos, cortei o cabelo seco. Mas, ainda assim, cortei mais do que deveria do mesmo jeito.

Pareço uma versão latina do Papa Capim. Na verdade, como uso de lado, pareço uma dessas mulheres cults que fazem sucesso hoje em dia, de cabelo grande e bagunçado atrás e uma franjinha curta e reta. Uma versão mais morena da Fernanda Takai com o cabelo ruim da Ana Cañas. Ridículo.

Mudei o penteado, pra não ficar tão evidente, e pouca gente reparou, graças a Deus. Roberta e Ana até gostaram. Eu estava chorando, resmungando e praguejando minha estupidez, mas confesso que já me apeguei também. Não sei. Saudade que eu tava de ver minha testa. Fiquei com cara de mais velho também. Tudo nessa vida tem um lado bom também, embora eu – quase – nunca o veja.

RESIGNAÇÃO é a palavra.

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