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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

I ♥ San Francisco

São Francisco é mesmo o lugar mais legal da Califórnia. Tudo bem. Eu sei que uma pessoa que vive em TAHOE CITY não tem o DIREITO de eleger o lugar mais legal da Califórnia, mas não é POSSÍVEL que exista um lugar mais gostoso que aquele para se viver. De verdade. Aliás, VIVER em São Francisco é meu novo ideal de final feliz. Se a cidade fosse completamente PLANA, eu diria que encontrei o PARAÍSO.

A questão de ser plana é muito importante, porque o trânsito é levemente TENSO, e seria ainda melhor viver lá de bicicleta – como faz considerável parte da população. Os ônibus chegam a ter lugares pros passageiros colocarem suas bikes. Coisa fina! Ônibus esses que são LINDOS. Mesmo. Alguém me disse que são elétricos, e, por isso, funcionam ligados a fios que cortam o céu. Não cheguei a passear de Cable Car, mas acho que ainda terei oportunidade para isso. A cidade é bem urbana, cheia de gente na rua, muitos ônibus, pontes, lugares para sair. A vida noturna, apesar de se encerrar às 2 da manhã (como em todos os lugares daqui em que estive), oferece INÚMERAS opções, para todo e qualquer gosto. Chega a ser difícil escolher O QUE FAZER. A cidade reúne os mais diversos grupos numa harmonia que eu diria atraente. Dá vontade ficar mais, conhecer mais, conversar com as pessoas na rua...

Falando em PESSOAS, nunca vi tanta gente BONITA junta. Gente bonita e gente chinesa – que não necessariamente são antônimos, nem sinônimos. Quanto às pessoas bonitas, eu me apaixonava a cada cinco minutos, era até chato. Quanto às chinesas, cheguei a pensar que estava em PEQUIM. NUNCA VI TANTOS CHINESES JUNTOS. Até no restaurante brasileiro, uma LOUCURA!

Acho que o que mais agrada na cidade é sua atmosfera, o clima é quente (chove e venta), o céu é bonito (ainda quando nublado) e há, no ar, algo que inspira liberdade. Liberdade essa que se reflete nos casais homossexuais andando de mãos dadas na rua, nos alternativos desfilando com seus cabelos verdes e roupas diferentes, e até no homem PELADO que passou por mim. Pelado mesmo. Vestindo apenas um par de sapatos e um chapéu, andando pela rua durante a noite, olhando vitrines e bares calmamente.

Tivemos alguns problemas na viagem, de tempo, convivência e até orientação. A convivência foi melhor do que eu esperava, confesso. Por mais incrível que isso pareça, criei até um incipiente afeto pelo menino folgado com quem estava irritado antes de ir. Sei reconhecer pessoas boas, ainda que bem no fundo. O tempo era pouco e nunca será mesmo suficiente, não adianta. E orientação foi o que mais nos faltou, eu acho. Alugamos um GPS absolutamente PINEL, que nos fazia passar SEMPRE pela MESMA rua, independente de para onde estávamos indo. Parecia querer nos mostrar algo. Além disso, às vezes, estávamos parados num sinal e, na telinha do GPS, víamos nosso carro fazer um CAVALO DE PAU, sair da pista e mudar todo o caminho. MEDO. Tenho certeza que tínhamos um espírito entre nós, só pode!

Passamos quase o primeiro dia inteiro em Chinatown, o maior bairro asiático fora da Ásia. Roberta, Ana e eu saímos ENLOUQUECIDOS comprando, comprando, comprando e o tempo passou rapidinho. Tenho OITO canecas de São Francisco, dois estojos, um presente pra Sá e umas lembrancinhas a mais. Super decepcionante a Union Square, salva apenas por uma loja da Levis – onde comecei a me endividar. Conhecemos o píer 39 também, super famoso, e eu pude ver o Pacífico de perto. Ainda não NADEI nele (meu objetivo aqui), mas o farei em breve. Passamos por Little Italy, um bairro italiano, pela rua dos Hippies (em que eu nem quis descer do carro, porque prefiro chineses capitalistas a hippies fedorentos, desculpa!), pela Golden Gate (que eu também não achei TÃO legal assim) e CONSEGUIMOS (porque foi difícil) chegar à Coit Tower, uma torre altíssima, de onde podemos ver toda a cidade – e Roberta, Ana e eu precisamos usar um banheiro químico e automático de uma só vez, porque ele SE LAVAVA SOZINHO a cada vez que uma pessoa usava, e a fila estava MEIO grande. Fizemos um vídeo dirigindo pela Lombard Street também, a rua com mais curvas do mundo, uma descida super emocionante.

Na verdade, eu não lembro de ter feito mais coisas lá, mas sei que fiz. Só não deve ter sido muito relevante, porque eu nem me lembro. De realmente IMPORTANTE, preciso dizer que fui a um restaurante brasileiro, comer RODÍZIO de carne e tomar Guaraná Antártica. CARÍSSIMO, não nego, mas AI QUE DELÍCIA. Comi coração de galinha, pão de queijo, medalhão e ainda tomei café preto. Valeu cada cent.

Quando voltar (em breve, espero), pretendo dar outra chance à Golden Gate de me conquistar, visitar Alcatraz, andar de Cable Car e visitar o Aquarium do píer 39, onde há até um passeio de barco. Além de, CLARO, ir á praia. Ou seja, muito o que fazer!

Preciso decidir quando volto ao Brasil e estou cogitando a possibilidade de passar meus últimos cinco dias de viagem em São Francisco. Acho que todo mundo DEVE conhecer Nova York, mas não sei se quero fazer isso AGORA. Estarei sozinho, não muito provido financeiramente e etc. Posso vir a Nova York depois, não é uma cidade para conhecer sozinho e a pé. Além do que, sou menor de idade aqui, lembra? Em São Francisco, posso ter a companhia da Ana, e é mais pertinho, posso até voltar pra cá pra ir embora. Preciso PENSAR!

Fora isso, o resort está uma LOUCURA e eu chego a DOER de tanto que tenho trabalhado. Minhas mãos estão machucadas, minha coluna já era e tenho ficado meio nervoso também. Não sei. Por mais que eu esteja longe, vivendo uma experiência única e diferente de tudo o que já vi, serei sempre eu mesmo. Com minhas crises existenciais, minhas preguiças, e, principalmente, minhas vontades de sumir. Talvez eu me enterre na neve amanhã!

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