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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Paroxítona sem acento

O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão, a ‘rúbrica’...
[Formato Mínimo – Skank]
.
É lindo, mas tá errado. É até um erro comum, que a gente se cansa de ouvir em negociações que envolvem assinaturas de contratos e coisas assim. Não é ‘rúbrica’, é rubrica, paroxítona que nem precisa de acento. E eu queria muito poder cantar rubrica, mas não dá! Eu até tento, mudo um pouco o ritmo, divido de novo as sílabas, mas não encaixa. Tem que ser ‘rúbrica’, tem que ser errado! É mais bonito...
E eu tenho certeza de que o Samuel Rosa (e o Rodrigo Leão, outro autor da música) também sabe a pronúncia correta. Não foi em engano, uma distração. Eles quiseram que fosse assim. Tá errado e foi de propósito. Tem que ser assim! Não é um erro! Só a prova de que é muito mais difícil escolher entre gramática e sonoridade do que a gente imagina!
Tudo por culpa é das proparoxítonas, com essa mania atrevida de musicalidade...
E é sempre assim. A gente tem que escolher o tempo todo entre o que é certo e o que é melhor... coisas cada dia mais distantes uma da outra.
Agora, é o ‘melhor’ que anda mudando muito ou o ‘certo’ é que não muda nunca?

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