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sexta-feira, 4 de março de 2011

Meu baldinho!

Vou viajar com quase toda a minha família. Nove pessoas ao todo, seis num mesmo ônibus e cada um dos três restantes em um ônibus diferente. Sou um dos que vai sozinho e não sei se é excesso de Sessão da Tarde na memória, mas, quando coisas assim acontecem, não consigo imaginar nenhum outro final que não uma morte ou desaparecimento.
Sério.
E eu não tô fazendo terror, tô só reconhecendo o fato de o enredo estar semi-pronto.
Além disso, todo mundo aqui no serviço disse que eu tô "diferente" hoje. Que eu tô mais sério, que eu pareço nervoso, e não param de perguntar o que há de errado comigo, embora eu insita em dizer que estou bem.
E eu ainda disse no Twitter que hoje foi o dia mais feliz da minha vida, porque comprei um repelente por apenas R$11,90 e ganhei um baldinho pra brincar na areia. Se eu morrer (não que eu pretenda), vai parecer que eu já sabia ou esperava e vou deixar todo mundo atordoado por aí. Então, deixo registrado que eu não sei, viu?! Eu até acho sempre que vou morrer quando viajo, mas nunca deixei de viajar por isso. Não tenho medo de morrer. Não deixei nada pendente e, até o presente momento, fui muito feliz, graças a Deus.
E ainda tem toda aquela história de que vaso ruim não quebra - e não quebra mesmo. Agora, caso o pior aconteça, e pode sempre acontecer (não é pessimismo nem drama, é a realidade - pra morrer, só é preciso estar vivo), só não quero ser velado. "Não quero" tem cara de último desejo, então eu NÃO PERMITO velório do meu pobre corpinho. Ninguém pode ser tão filho da puta em vida a ponto de merecer todo esse constrangimento após a morte. Morreu, enterra. Pode doar o que puder, cremar e jogar fora (mar é frescura!)... só não me vistam um terno, enfiem numa caixa e ponham em cima da mesa PELO AMOR DE DEUS! Eu pago meus pecados no inferno, prometo.
Depois, deletem meu orkut, facebook, twitter e até o blog... Tenho pavor daquelas pessoas sem noção que escrevem "seja feliz onde quer que você esteja" como se o morto fosse ler aquilo um dia. E, por fim, escolham os textos de que gostarem mais aqui no blog e publiquem um livro. Dizem que os blog são os livros do futuro, mas eu sou meio conservador, quero capa, contracapa, cheirinho de impressão... Se nenhuma editora aceitar, paguem pela publicação. Eu devo render algum seguro, imagino... Façam muitas dedicatórias e homenagens e ponham uma foto minha na capa. Mas uma foto BEM BONITA!

Um comentário:

  1. hahahahah
    eu também já pensei que ia morrer voltando de Salvador. Depois te conto.
    Entra na pauta.
    =)

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