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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vinte e dois!

When she was 22 the future looked bright
Assim começa “22”, canção em que Lily Allen compara, deliciosamente, a vida que uma moça tem, aos 30, com a que imaginava ter no auge de seus 22. E é essa a primeira frase, o futuro promissor contraposto, a todo momento, com o presente bastante frustrante.
Desde os dezoito, nenhum outro aniversário foi aguardado com ansiedade, nem gerou significativas conseqüências. Os vinte e dois não me trouxeram nada de "novo" a propósito. Minha avó diz que é uma idade "muito bonita" e talvez seja mesmo, ao menos graficamente. Na prática, a diferença é bem pequena - eu não sei ainda é se isso é bom. Os 22 só me afastam dos 18 e aproximam dos 30 num "lentamente" cada vez mais veloz.
Apesar disso, confesso que nunca mudei tanto em um ano como nesse último. Se, aos 21, eu prometi mudar, agora, só o que me resta é declarar cumprida essa difícil missão. Nesses últimos 365 dias, meu objetivo de todas as manhãs foi experimentar. “Por que não?” foi a pergunta que eu mais me fiz; “se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer”, o verso que mais cantei. 
E todas essas mudanças serviram apenas para que eu me conhecesse melhor. Fazer o que eu não faria só me fez aprender um pouco mais sobre o que sou, de fato, capaz de fazer.
E, agora, aos 22, eu vejo esse futuro brilhante e tenho o desafio de me manter atento ao presente. Não sei se cresci, se mudei ou se entendi. Mas tem alguma coisa diferente dessa vez...

3 comentários:

  1. Quando eu li: "Não sei se cresci, se mudei ou se entendi" - achei que ia ler no complemento: "o importante é que emoções eu vivi"...

    Mas eu acho que isso aconteceu.

    Aliás, "por que não!?" eu adotei há muito, mas muito tempo... acho que nos 22. haahahahahahaha

    Abraço.

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  2. Feliz dia do escritor, querido!

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