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domingo, 14 de agosto de 2011

Mais Derrubado que o Muro de Berlim

Não sei mais lidar com isso. Não sei, não posso e não faço a menor questão, na verdade. Esses últimos dias têm sido um tormento pra mim. Não quero dormir, não quero sair, não consigo estudar... Nada prende a minha atenção. Cada segundo longe de casa é um martírio. Cada segundo longe dele é um martírio. E o tempo voa quando estamos juntos, é impressionante. Temos sido a melhor companhia um pro outro.
Eu passaria a minha vida com ele e nosso tempo juntos já está acabando. Eu tento parar, respirar, pensar em outras coisas, só pra prolongar sua existência, mas, toda hora, estou de volta. Vidrado. Apaixonado. E está chegando ao fim. Amores deveriam ser eternos, mas só faltam 100 páginas.
Estou apaixonado por um personagem de um livro.
Apaixonado. MUITO apaixonado. Como poucas vezes fui por alguém de carne e osso.
Na verdade, o livro todo é uma grande armadilha. Eu estou lá. Sou um dos personagens. Sou tão eu, que foi inevitável me apaixonar pelo seu par romântico. Pouco descrito, pouco qualificado... quase coadjuvante. Só o suficiente pra eu me apaixonar. Brechas que a minha imaginação completou com o que meu coração guardava de melhor. E, agora, está chegando ao fim.
Faltam 100 páginas apenas (um pouco menos, para ser mais exato) e... Caramba! Como eu posso ser tão babaca? Estou aqui tentando imaginar minha vida sem aquelas respostas monossilábicas e, sinceramente, não vejo nada muito próspero. Queria entrar naquelas páginas e participar da história... da minha história. Da nossa. Queria não saber o final também, mas, é claro, não me canso de virar as páginas com desesperada avidez.
Devo terminar hoje mesmo. Se não o melhor, talvez meu mais perfeito amor. Será que devo beber e acordar, amanhã, mais derrubado que o muro de Berlim?
Percebam como anda emocionante a minha vida...

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