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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Aquela fração de segundo em que você decide não dizer

- Posso fazer alguma coisa por você?
[...]
(Pode! Você pode me beijar agora mesmo. E me ligar amanhã. Pode me buscar na porta do trabalho e me levar pra lanchar. Pode me ligar pra dar boa noite, bom dia, boa tarde, até bom almoço se quiser. E pode almoçar comigo também, de surpresa de preferência. Pode alugar comédias românticas, comprar sorvete napolitano e fanta uva e me levar pra passar o fim de semana na sua casa. Pode me ensinar a jogar xadrez e ser minha dupla no truco. Dançar juntinho comigo as músicas que eu gosto. Pode escolher um apartamento com muitas janelas e me convidar pro próximo passo. Pode me fazer feliz pra sempre - e como nunca.)
[...]
- Não. Não precisa. Obrigado.

Fim.

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