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sábado, 22 de março de 2014

Quanto tempo!

Digitei "mov" na minha barra de tarefas, dei Enter e, rapidamente, levei o mouse ao cantinho da tela em que deveria clicar para uma nova postagem. Não abriu. Pelo menos, não o blog. Em vez disso, uma tela do Google, com o link da Wikipedia para "mov" (que, pelo que descobri, é um "formato de ficheiro do Quicktime"). Voltei pra barra de tarefas e acrescentei as demais letras, agora lentamente: i-m-e-n-t-o... Quando cheguei a "movimento de", a pesquisa sugeriu "Canudos" e a tela se encheu de imagens. Precisei acrescentar o "canto" e o "de" pra que o Google finalmente sugerisse o meu blog.
O fato de o Google não indicar o meu blog em pesquisas relacionadas a Movimento não me espanta nem um pouco, obviamente. O que me espantou foi ele não ME recomendar o MEU blog. Meu computador é novo, de outubro do ano passado, mas já se foram cinco meses. Será que, de outubro pra cá, eu vim tão pouco aqui a ponto de o meu navegador não considerar esse atalho uma boa opção? Eu digito "f-enter" e abro o Facebook. "T" pro Twitter, "TE" pro Te Dou um Dado?, "B" pro Banco do Brasil, "BBB" pro Big Brother no GShow... Será possível que eu precise de dezoito letras pra chegar ao meu blog? Ainda mais um blog que está às vésperas de completar sete anos... Onde foi que eu me perdi?
Durante boa parte desses (quase) sete anos, esse blog (que já teve tantos nomes e layouts) foi o meu melhor amigo. Porque é "amigo" que chama quem te ouve, aguenta, conforta e deixa você se expressar de forma livre, não é? Então era ele, sem dúvida. Mas amigos costumam se afastar. Trabalho, estudos, relacionamentos... muitas coisas acontecem nas vidas de dois amigos e faz com que eles acabam se afastando. Talvez tenha sido um pouco de tudo isso. Como quando você se forma e seus colegas de escola seguem por caminhos diferentes, muitas vezes tão distantes. Dá saudade, dá tristeza, mas você sabe que é melhor assim. E, claro, sabe que eles ainda são seus amigos. Mesmo sem o contato diário, as ligações diárias, as brigas diárias... Amigos continuam amigos, não importa se menos ou mais distantes...
Deve ser também a distância a culpada por esse reencontro tão frio e demorado. Consigo ouvir minha respiração sentado aqui. Estamos parados, frente a frente, sem ter o que dizer um pro outro, como dois estranhos conhecidos depois que as novidades acabaram e há bem pouca coisa em comum que possa ser debatida.
Precisamos treinar muito essa coisa de reencontros!

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